Moda e Modéstia: a Elegância, a Breguice e o Desleixo

Por Melissa Bergonso

Moda, modéstia, elegância, simplicidade, cafonice, breguice, desleixo. Essas são algumas palavras comuns em se ouvir, e podem até mesmo serem fases que acontecem ao longo da caminhada na modéstia cristã no vestir. Como moda e modéstia ainda é um assunto que rende muita discussão e incompreensão, escrevi este artigo para apresentar as definições de elegância, breguice e desleixo, e abordar os conceitos destas palavras para esclarecer algumas coisas acerca desse assunto.

Elegância - Breguice - Desleixo

Introdução

“Ahh, moda e modéstia?? esse pessoal se veste com capa de botijão de gás!!”… “Ahh, moda e modéstia? nossa, breguice na certa!”… “Ahh, moda e modéstia? essas mulheres devem ser feias de dar dó!”… “por isso não arrumam marido”… “coitado dos maridos, devem acordar vendo assombração!”… “elas não devem depilar nem as axilas!”…

É minha gente, há “moralistas de facebook” por aí que falam coisas assim internet afora. No fim, esses tipos de comentários só são capazes de causar risos, porque acabam sendo engraçados de tão absurdos… Alguém aí conhece alguma mulher católica que quer se vestir com modéstia e por isso se veste com capa de botijão de gás? Eu não. E mesmo se alguém se vestisse assim, parecendo um botijão de gás ambulante coberto, não seria tão escandaloso quanto uma mulher católica que usa roupas com falta de pano, que mal cobre os ombros, o peito e as pernas, ou que deixa tudo delineado sob o tecido justo ao corpo. Que boa obra faz, que bom exemplo dá, aquela mulher católica que se veste exatamente igual a todas as mulheres que seguem as modas indecentes? Embora vivamos no mundo, não somos do mundo (cf. Jo 15, 18-21), e o cristão deve ser um emblema vivo disto. “A vossa modéstia seja conhecida de todos os homens” (Filipenses 4, 5).

Moda e Modéstia… e a Elegância

A elegância no vestir é algo bom e não deve ser desprezado, porém, não só de elegância vive alguém que quer se vestir com modéstia, mas antes de tudo, de recato. É importante compreender o que significam as duas palavras para entender melhor a necessidade e a ordem das mesmas.

Elegância, conforme o Dicionário Uol Michaelis, significa:

1 Harmonia de formas e proporções; donaire, galhardia, garbo. 2 Qualidade do que se faz com apuro e esmero no que diz respeito ao vestuário e à maneira ao mesmo tempo sofisticada e simples de usá-lo; alinho, apuro, bom gosto. 3 Aparência física esbelta, esguia; esbelteza, torneio. 4 Recato no comportamento, nas maneiras; civilidade, distinção, polidez. 5 Distinção na linguagem; estilo sem afetação; correção, esmero, precisão. 6 Correção de caráter; dignidade, honradez, nobreza.

Recato, segundo o mesmo dicionário , significa:

1 Cuidado que se toma para evitar perigos ou erros; cautela, precaução, resguardo. 2 Probidade e retidão de conduta; honestidade, modéstia, pudor. 3 Lugar oculto ou retirado que favorece o recolhimento; recanto, resguardo. 4 Aquilo que não é revelado ou que não se deve revelar aos outros; mistério, segredo.

De forma geral, a elegância está ligada com o refinamento, seja das vestes, dos modos, da fala etc. O refinamento das vestes tem relação estrita com o corte do tecido, com o tipo de tecido utilizado e com a composição do conjunto das vestes como um todo de forma harmoniosa e distinta, de bom gosto, sem afetação nem exageros. A elegância pode estar tranquilamente na simplicidade, inclusive a simplicidade é um dos pontos-chaves da elegância. O que é de mau gosto, grosseiro e chamativo jamais será elegante, pois a elegância requer sofisticação, de modo simples e atemporal.

O recato, de modo geral, está ligado com o escondimento do corpo e com a prudência em velar-se. Isto é essencialmente necessário para evitar perigo de pecado tanto para si quanto para o próximo, pois por causa das chagas do pecado original que todos nós possuímos, temos inclinação à concupiscência. O próprio Deus teceu vestes para Adão e Eva depois que eles pecaram, então cobrir o corpo de modo apropriado é necessário para o cristão que quer guardar sua pureza e que não quer ser motivo de queda ou de escândalo para o próximo. “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu” (Gn 3, 21).

A elegância não é condição necessária para a modéstia no vestir, porém o recato sim, imprescindivelmente. Apegar-se demasiadamente na questão da elegância é cometer um sério equívoco, porque nem sempre a sociedade vai apresentar a verdadeira elegância das vestes, o seu refinamento. Muitas vezes, o que é apresentado são padrões estipulados pelos estilistas mundiais, que de noção de moral cristã não possuem absolutamente nada, e de beleza estética possuem visão bastante distorcida.

É preciso ficar claro que de nada adianta usar roupas confeccionadas com tecidos refinados, porém de cortes e modelos escandalosos. Toda e qualquer moda que mostra partes do corpo que não devem ficar à mostra tem como objetivo a exposição do corpo, e isto não é um modo de ser cristão, é um modo de ser mundano.

O recato conduz ao pudor e à modéstia, que é a guardiã da pureza, e é isto o que um cristão deve valorizar quando for escolher/comprar/fazer as suas vestes. Se elas puderem ser elegantes, ótimo! Mas se não houver condições de gastar um pouco mais num tecido mais caro, numa roupa mais refinada, simplicidade é a palavra-chave, e também a solução.

Moda e Modéstia… e a Breguice

Brega, segundo o Dicionário Uol Michaelis significa:

COLOQUIAL, PEJORATIVO: Que ou aquele que não tem maneiras elegantes ou revela pouco refinamento e mau gosto; cafona. 1 De mau gosto; inferior, reles. 2kitsch (adj). 3 De qualidade inferior; chinfrim, medíocre, vulgar.

Breguice, segundo o mesmo dicionário significa:

Qualidade, condição ou característica do que ou de quem é brega.

Vestir-se de modo brega é vestir-se com mau gosto nas combinações, de forma esdrúxula, esquisita, sem harmonia.

No início da caminhada da modéstia no vestir, é comum que cometamos erros e acabemos nos vestindo de modo brega. Mas, acreditem, isso é uma fase que praticamente todas nós passamos, talvez pela falta de costume de nos vestirmos de forma verdadeiramente feminina ao longo da nossa vida, já que “calça jeans, tênis e camiseta” acaba sendo a composição básica do guarda-roupa da maioria das mulheres de hoje em dia.

Nossa geração foi uma geração criada para “se vestir igual”. Nós não fomos habituadas a nos arrumarmos de modo feminino (com exceção da minha infância, em que ainda meninas se vestiam como menina, e meninos como menino, inclusive no colégio, mas isso há DÉCADAS atrás… pode colocar aí pelo menos umas 3!). Acredito que seja por causa disso que tanta mulher hoje, quando começa a mudar o guarda-roupa para a modéstia cristã, sente dificuldade em adequar os looks e combinações. O que nos falta mesmo é uma noção básica de visual harmônico, que não precisa ser requintado, apenas simples e de bom gosto, que pode muito bem também ser contemporâneo.

O que mais me incomoda nesta questão é a falta de opção nas lojas, pois é muito difícil encontrar uma roupa 100% adequada à modéstia cristã. Quando encontramos blusas sem decotes elas não possuem mangas, quando possuem mangas adequadas, têm decotes. E, neste contexto, é realmente difícil construir um look simples e harmônico, porque adaptação de peças não é a mesma coisa de uma composição simples básica com peças feitas adequadamente.

De qualquer forma, embora possam acontecer “episódios de breguice” nas vestes (que é comum a TODAS nós), não podemos cair no extremo do desleixo pessoal. Tem gente que acredita firmemente que um visual desleixado é modesto, ou tem uma noção tão distorcida da modéstia que acha que uma aparência de desleixo é o que se deve procurar, mas isso é um sério equívoco também e deve ser combatido, no bom sentido, ou seja, de modo caridoso, sempre.

Moda e Modéstia… e o Desleixo

O desleixo está longe de ser uma virtude dentro da modéstia cristã. A breguice pode acontecer por falta de experiência, pelo modo chulo durante anos de se vestir com calças, camisetas e tênis, pela falta de hábito de se vestir realmente de modo feminino[1], então todo um conjunto de coisas e costumes ruins proporciona a inclinação à breguice. Porém, o desleixo vem por descuido pessoal, na maioria das vezes.

Desleixo, segundo o Dicionário Uol Michaelis, significa:

1 Ação de desleixar(-se); desídia, desleixação, desleixamento. 2 Privação de cuidados ou atenções; abandono. 3 Ausência de apuro. 4 Falta de atividade.

O desleixo é o descuido de si próprio e da própria aparência como um todo.

Há aquelas pessoas que acreditam que não precisam se arrumar de jeito nenhum para serem modestas, mas estas estão equivocadas e precisam da nossa ajuda para enxergarem que a modéstia cristã deve ter beleza, leveza, mesmo que seja de modo simples. Andar no desleixo denota uma deficiência da aparência exterior, conforme diz Santo Tomás de Aquino:

Olhando, agora, a questão pelo lado da deficiência, podem-se distinguir duas desordens segundo o afeto. A primeira, por negligência, quando não se tem cuidado nem diligência em se vestir corretamente. Por essa razão, o Filósofo diz que é relaxamento “deixar o manto arrastar-se pelo chão, sem nenhum empenho por levantá-lo”. ― A segunda é a dos que se vangloriam dessa mesma falta de cuidado com a aparência. Por isso, Agostinho diz que “pode haver vaidade não só no brilho e no luxo dos ornatos do corpo, mas até numa apresentação negligente e degradante e tanto mais perigosa quanto procura nos enganar, a pretexto do serviço de Deus”. E o Filósofo diz que “tanto o excesso quanto a deficiência dizem respeito à jactância”.[2]

Ele cita duas desordens: a i) negligência e a ii) falta de cuidado com a aparência. A negligência está na falta de zelo em se vestir de forma apropriada, como, por exemplo, quando alguém se veste com roupas sujas, mal cuidadas, arrastando no chão, sem nenhum tipo de atenção com as próprias vestimentas, vestindo qualquer coisa, de qualquer modo, sem zelo. A falta de cuidado com a aparência está no propósito de se vestir assim, parecendo “maltrapilho” e/ou realmente “brega”, sem se importar nenhum pouco com a aparência exterior, até mesmo deixando os cabelos despenteados ou mal ajeitados, com feição de “acabado”, só para parecer que é “humilde”. Porém, isso não é humildade; como disse São Tomás, é vanglória.

Se vemos alguém se vestindo de modo desleixado se colocando como “exemplo de modéstia cristã”, e não sabemos exatamente o que é a virtude da modéstia e como praticá-la no nosso dia a dia, teremos a ideia de que ser desleixado é o objetivo a ser alcançado, o que pode ser encarado, não sem razão, como algo doloroso e penitenciante, como algo a ser inatingível, como já ouvi dizerem. Mas, graças a Deus, a virtude da modéstia cristã não é nada penitenciante, ela é bela, e também libertadora. Bela porque faz resplandecer a beleza da nossa alma através da salvaguarda da pureza, e libertadora porque nos deixa livres das modas indecentes impostas pelo mundo. Ela também é uma obrigação do cristão como norma de caridade para com o próximo, por isto é tão importante na vida do cristão.

Em todo caso, acho que para ilustrar a questão do desleixo como algo equivocado e errôneo que muita gente ainda tem por certo, podemos utilizar aquela passagem de São Mateus, em que Nosso Senhor Jesus Cristo diz:

Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. (Mt 6, 16-18).

Quem jejua e se penitencia não deve se fazer notar por isso, fazendo cara de acabado, de cansado, de faminto. Muito pelo contrário, quem jejua e faz penitência deve muito mais, neste período, não se fazer notar, perfumando-se e tendo boa aparência. Analogicamente, podemos levar isto para a modéstia cristã no vestir. Quem quer se vestir de modo modesto não deve nem ser negligente, nem ter falta de cuidado com a aparência. A modéstia é leve, é cativante, é delicada, é encantadora, porque reflete uma pureza que hoje é quase rara, mesmo nos cristãos.

Nós vivemos no mundo, é fato, mas nem por isso devemos nos vestir como se vestem os mundanos. Por não nos vestirmos como os mundanos, nós devemos refletir o modo de ser cristão pelas vestimentas, pelos modos e pela aparência. O zelo do cristão está em tudo, desde seu interior até o seu exterior. Nós somos imagem e semelhança de Deus e devemos refletir essa imagem. “Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt. 5, 48).

Considerações finais

A moda pode ter seu espaço dentro da modéstia cristã, desde que seja sua serva, não sua senhora. Portanto, atente-se ao recato em primeiro lugar, em segundo lugar à simplicidade, e somente depois à elegância.

Se você está no início da caminhada e tem dificuldade em se vestir de modo harmônico, não se preocupe, você vai conseguir! Não desista e não deixe que façam afirmações enganosas a respeito deste assunto, tentando colocar inseguranças, medos e incertezas em seu coração. É completamente possível ser modesta e extremamente feminina com peças simples, em combinações harmoniosas, sem neuras e sem complicações. Pode levar um tempinho até conseguirmos, mas a gente chega lá!

E tenhamos bem claro em nossa mente e em nosso coração: a modéstia requer o recato na simplicidade. Desleixo é jactância. Elegância é bônus. Recato com simplicidade é tudo.

Você tem dificuldades em se vestir de modo harmônico? Como você lida com as dificuldades? Comente abaixo!

Salve Maria Imaculada!!


[1] Nós pertencemos a uma geração que, infelizmente, foi acostumada ao uso de roupas masculinas e também unissex. No Ocidente, as calças compridas são parte do vestuário masculino. O Cardeal Siri, em sua notificação às mulheres que se vestem com roupas de homem, como que prevendo o futuro, abordou pontos importantíssimos, dizendo que as roupas masculinas ferem a mulher de três modos: i) mudando a sua psicologia, ii) viciando a relação entre os esposos, iii) ferindo a dignidade da mãe diante de seus filhos. Para compreender melhor o assunto, acesse o texto completo aqui.

[2] Santo Tomás de Aquino. Suma Teológica. II-II, q.169, a.1.


Comentários ( 15 )

  • Eu sou católica e procuro viver a modéstia, não só por questões religiosas, mas por gosto pessoal mesmo. Acho muito mais elegante a beleza velada do que escrachada. Estou começando agora a olhar pra saias e vestidos com mais carinho, apesar de que não pretendo deixar de usar calças. Mas eu acredito que não haja tanto segredo assim. Basta bom senso e um bom espelho. Não é necessário dinheiro pra comprar tecidos finos. Apenas paciência pra procurar roupas decentes em lojas e um bom toque de criatividade…

    • Oi, Andrea!

      Deixar de usar calças é libertador. Essa cultura da calça nos foi imposta com o propósito de destruir a feminilidade da mulher e a família. O texto do Cardeal Siri é muito explicativo quanto a isto, parece que ele, já na década de 60, estava prevendo nossa época de hoje! Vale a pena ler o texto “Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem“.

      Segredo para se vestir de modo harmônico, realmente, não há. O que aconteceu foi que, ao longo de tantas décadas sob a “ditadura da calça”, a maioria das mulheres perdeu o costume, e até mesmo o bom senso, de se vestir de modo feminino sem recorrer à sensualidade, imposta pelos modistas, artistas e por todos aqueles que não se importam com o destino eterno das almas. Mas Nossa Senhora sempre ajuda quem tem boa vontade e quer trilhar o caminho da modéstia cristã! No início a gente se bate um pouco, depois pegamos o jeito! :-)

      Um abraço!
      Salve Maria Imaculada!!

      • Olá, Melissa. Obrigada por responder. Já tive a oportunidade de ler este texto do Cardeal Siri e muitos outros sobre modéstia, Você tem razão sobre a linha tênue entre feminilidade e sensualidade… é um desafio de todos os dias pra se vestir, especialmente pra trabalhar.
        Mudando de assunto, vi que você é de Curitiba. Com a Graça de Deus irei passear por aí em dezembro e quero ir na missa do rito tradicional. Já separei o endereço. Não tem aqui na minha diocese.

        Um abraço.
        Salve Maria

        • Oi, Andrea!
          Você pegou o endereço da Igreja da Ordem daqui de Curitiba? O padre que estava vindo uma vez por mês agora não está vindo com regularidade, esqueci de atualizar o blog. Não sei se ele virá em dezembro. Talvez venha em novembro, mas ainda não tivemos confirmação. Quando tiver, vou atualizar a página.
          Um abraço! Salve Maria Imaculada!

          • Olá. Peguei aí no blog sim. Obrigada por avisar. Procurarei me informar quando estiver aí.

            Abraço. Salve Maria =)

  • Se as mulheres, enfim, no mínimo já evitassem os excessos- decotes, transparências, regatas, roupas muito curtas, legging nude marcando a celulite, shorts que revela tudo, ou seja o estilo “periguete” já não teríamos o show de horrores nas ruas…rssss
    Seria o mínimo de bom senso.
    Nas redes sociais, não raro minhas amigas e conhecidas postam fotos de biquini, coisa que acho desnecessária.
    Nem estou me referindo a um ideal de modéstia, Melissa que você pontua perfeitamente, apenas a exageros que poderiam ser evitados por qualquer mulher com o mínimo de coerência.

    Abraços e fique com Deus.

  • Oi Melissa, Salve Maria!
    Nossa, que texto perfeito, nem tem o que comentar mais, você já disse tudo!
    São tantas críticas, muitas pessoas à serviço do mundo meio que se reunem para criticar moças que estão começando na modéstia com todo tipo de acusação, acusam de bregas, feias, peludas, barangas, e outros nomes que não vale a pena repetir aqui…
    Isso é muito triste pois algumas acabam mesmo desistindo. A modéstia não é mesmo desleixo, como você disse, no início eu era bem desleixada, por falta de direção mesmo, só para dar um exemplo eu achava que estava tudo bem ficar o dia todo de pijama, já que ele não era imodesto! Mas, foi lendo Filotéia de São Francisco de Sales que eu aprendi isso. Como os santos são perfeitos em nos dirigir, né?! Quem dera tantos outros apostolados estivessem mais preocupados em salvar almas do que em expor a última moda.
    Essa acusação de não arrumar marido por se vestir “como velha” já ouvi muito, e algumas vezes fiquei realmente triste e desanimada, nunca pensei em voltar a usar calças, mas ficava triste pensando se realmente os rapazes estavam procurando uma moça que se veste “normal”. Se nosso modelo não for Nossa Senhora a gente volta atrás na primeira oportunidade mesmo. Já vi moças que voltaram usar calça para não “ficar pra titia”…
    Que Nossa Senhora continue iluminando e te dando forças para continuar fazendo esse apostolado que ajuda muitas mulheres que querem ser como a Toda Santa Mãe de Deus!

    • Oi, Débora!!!
      Fico feliz que tenha gostado do texto!

      Olha, se fossem somente pessoas “do mundo” que criticassem a modéstia mariana, não seria tão decepcionante. A pior coisa é saber que esses tipos de comentários estúpidos são feitos por gente que se diz “católico tradicional” e que diz fazer apostolado pela modéstia cristã!!

      Eu não conheço uma só pessoa que não tenha cometido erros na hora de se vestir. Mas aos poucos a gente vai aprendendo a vencer os obstáculos e dificuldades. E realmente, os santos nos ensinam muito!!!! Ainda quero fazer um post com as coisas que São Filipi Néri fazia para driblar seu próprio orgulho que acho que vem bem a calhar para exemplificar algumas coisas na modéstia cristã! haha…

      Definitivamente, os bons rapazes não procuram moças que se vestem “de modo normal”, até porque esse modo dito “normal” pelas pessoas mundanas não é feminino. Os bons rapazes procuram moças que possam ser boas mães e boas esposas, que tenham o coração puro e generoso, e espírito de sacrifício. Se uma mulher não tem a capacidade de sacrificar suas vestes mundanas por amor a Deus e para se aproximar do modelo da Mãe de Deus, que capacidade ela terá de educar bem os seus filhos na virtude da pureza, da qual a modéstia é a guardiã, que agrada tanto a Deus e adorna os santos do céu??

      Amém!!!

  • Olá! Salve Maria! Melissa estou adorando o seu blog, apesar de ser católica desde sempre só fui conhecer a modéstia a pouco menos de um mês, descobri que não tenho praticamente nenhuma roupa modesta!!!! Estou tentado começar, mais esta difícil, ainda tenho vergonha , fora a falta de dinheiro, estou pesquisando muitos modelos, tenho intenção de mandar fazer pelo menos duas saias para começar.

    • Olá, Cristiane!!! Seja muito bem-vinda!!

      Fico feliz que esteja gostando do blog!

      Quanto a trilhar o caminho da modéstia cristã, persevere e fique firme, Nossa Senhora há de lhe ajudar, como sempre faz com todas as moças que começam a mudar seu jeito de vestir. A vergonha no início é absolutamente normal, afinal, estamos tão acostumadas às calças, aos decotes, às blusas sem mangas que todas as outras moças usam, não é mesmo? Parecer estar “destoada” da maioria é um grande desafio, mas posso lhe garantir que é uma grande bênção! Fique tranquila que a Santíssima Virgem vai lhe dar a coragem necessária para seguir sempre em frente. Confie! Quanto à sua situação financeira, vá conforme suas possibilidades. Fazendo suas saias já vai lhe ajudar bastante. Eu comecei com apenas uma!… Siga sempre em frente! E no que estiver ao meu alcance e eu puder ajudá-la, pode contar comigo!!

      Um grande abraço!
      Salve Maria Imaculada!!

  • Oi Melissa! Adorei seu post! Trilho o caminho da modéstia há quase um ano com a glória de Deus, mas tenho tido algumas dificuldades no sentido inverso. As moças da minha igreja vivem a modéstia, mas são muito desleixadas. Elas sequer penteiam os cabelos. Quando eu chego, percebo que elas ficam fazendo comentários como se eu não estivesse modesta, apenas por usar vestidos e saias que marcam a cintura e arrumar meus cabelos. Me sinto mal de ver os olhares de reprovação. Pensei que estivesse errada, mas graças a seu post pude ver que estou no caminho correto: modesta, mas feminina. Muito obrigada pelo seu serviço a favor das moças católicas. Salve Maria!

    • Oi, Fernanda!!

      Infelizmente, é comum encontrarmos essa mentalidade de que “estar modesta” é “andar de qualquer jeito”. Estar modesta é estar bem apresentável, porque se uma pessoa se veste de modo chulo e de qualquer jeito, ela acaba chamando a atenção das outras pessoas também, porém num sentido que não é o verdadeiro da modéstia cristã. Não se sinta mal em ver olhares de reprovação, pois quem realmente vive a modéstia não fica olhando reprovando o outro, antes, ajuda-o ensinando a verdadeira beleza da modéstia e da pureza cristã.

      Que Nossa Senhora lhe auxilie sempre!!
      Salve Maria Imaculada!!

  • Olá Melissa…..salve Maria Santíssima!
    Tbem estou procurando viver a modéstia no vestir….mas estou tendo um pouco de dificuldade, sendo q chegou o inverno e tenho dificuldades em fazer combinações qto aos calçados e casacos…..vc tem algumas dicas?
    Agradeço muito!!

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