25 de Março – Festa da Anunciação de Nossa Senhora

25 de Março

(este ano transferido para a 2º-feira após o Domingo in albis em razão da Semana Santa)

Festa da Anunciação de Nossa Senhora

"A Anunciação" (pintura de B. Esteban Murillo, 1665-1670)

“A Anunciação” (pintura de B. Esteban Murillo, 1665-1670)

 A Anunciação de Maria Santíssima

Que é a Anunciação da Santíssima Virgem?

É o fato que se deu no dia em que, o anjo Gabriel declarando a Maria que seria Mãe de Deus, o Filho de Deus encarnou-se [1] no seio daquela casta Virgem.

[1] O Filho de Deus encarnou-se, isto é, tomou um corpo e uma alma semelhantes aos nossos, e por isso, fez-se homem como nós. O mistério da Encarnação é, pois, o ato pelo qual a natureza divina e a natureza humana uniram-se na pessoa do Verbo.

Se Deus é o dono absoluto de suas criaturas, precisava do consentimento de Maria, para realizar o mistério da Encarnação?

Não, sem dúvida, e se assim procedeu, foi por motivos digníssimos de sua sabedoria infinita. Segundo São Pedro Damião foi: 1º para nos inspirar muita gratidão para com Maria; 2º para nos dar a entender que a salvação dos homens depende em grande parte desta puríssima Virgem.

Santo Tomás acrescenta: “Procedendo assim, Deus quis: 1º que Maria concebesse o Verbo no seu espírito antes de concebe-lo no seu seio virginal; 2º que Maria pudesse ensinar-nos este grande mistério, tornando-se, em face da Igreja, testemunha irrecusável; 3º fornecer a Maria ocasião de cumprir seus deveres para com Deus e praticar muitas e excelentíssimas virtudes; 4º enfim, observar, nessa ocasião, a ordem habitual de sua providência, que é tratar com o maior respeito a liberdade das criaturas racionais.”

Por que Deus quis empregar, nessa ocasião, o ministério de um Anjo em lugar de falar diretamente por si mesmo?

Santo Tomás [2] responde: “1º porque é, de ordinário, pelo ministério dos anjos que Deus manifesta aos homens suas vontades; 2º porque, assim como um anjo das trevas seduziu a primeira mulher e perdeu todo o gênero humano, assim convinha que um anjo de luz entabulasse com a nova Eva o grande negócio de nossa redenção; 3º porque, em razão de sua perfeita pureza, o anjo parecia ser o mensageiro que melhor convinha à Virgem Imaculada.”

[2] Summa Theol., III, P q. XXX, art. 2.

Debaixo de que forma o anjo Gabriel se apresentou a Maria Santíssima?

Os teólogos pensam que foi sob a forma humana.

Narra o Evangelho: “O Anjo entra, fala retira-se”; ora, entrar, falar sair, são movimentos corporais.

Santo Tomás acrescenta três motivos de conveniência:

“1º Na Encarnação, Deus invisível ia tomar uma carne visível; convinha que o invisível mensageiro do mistério, aparecesse sob uma forma visível;

2º Não só a alma de Maria, mas também seu corpo, devia ter parte na Encarnação; era pois conveniente que os sentidos de Maria fossem favorecidos com a visão do anjo.

3º Esta manifestação sensível confirmava Maria na verdade da visão, pois que as coisas que caem sob os sentidos, são menos ilusórias do que as que se passam unicamente no espírito [3].”

[3] R. P. PETITALOT, A Virgem Maria segundo a teologia, I, p. 185.

Narrai o mistério da Anunciação do anjo a Maria.

Ei-lo segundo São Lucas (I, 28-38):

“… o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da família de Davi. E o nome da Virgem era Maria.

“Entrando o anjo, disse: Ave cheia de graças; o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres. E ouvindo-o Ela, assustou-se com tais palavras, sem atinar qual seria o motivo de tal saudação. Então, disse-lhe o anjo: Não temas, Maria, porque achaste graça na presença de Deus: conceberás em teu seio, e darás à luz um Filho a quem chamarás Jesus. Este será grande, e chamado Filho do Altíssimo [4]  e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu Pai, e reinará eternamente sobre a casa de Jacó; e seu reino não terá fim.

“Disse então Maria ao anjo: Como há de ser isto [5] se não conheço varão? Respondeu o anjo: Sobre ti, virá o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, e por isso também o Santo que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. Isabel, tua prima, também concebeu na sua velhice e já este é o sexto mês de gravidez daquela que é chamada estéril; porque nada é impossível a Deus. Então disse Maria: Eis aqui a escrava do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo desapareceu.

[4] “Será chamado o Filho do Altíssimo”, hebraísmo, por “será o Filho de Deus.” Cf. Dan., VII, 14, 27; Mich., IV, 7.

[5] A pergunta de Maria ao mensageiro celestial não é, como a de Zacarias (São LUCAS, I, 18), o resultado de uma dúvida; está certíssima do fato anunciado da parte de Deus, mas quer saber de que modo o fato deve acontecer; ela não pergunta se este mistério há de se cumprir, mas como ele se cumprirá. É como que dizer a Deus: “Conheceis a minha consciência, sabeis que o voto de vossa serva é de ficar sempre virgem: por que lei, segundo que plano realizar-se-á o que me anunciais?

Como se cumpriu o mistério da Encarnação?

Depois que Maria deu seu consentimento  a este mistério, o Espírito Santo formou um corpo humano no casto ventre desta bem-aventurada Virgem; Deus criou para este corpo uma alma perfeitíssima, e o Filho de Deus uniu-se pessoalmente a este corpo e a esta alma [6].

[6] Para bem compreender o que aqui dizemos a respeito da Encarnação do Verbo, são necessários alguns pormenores relativos ao mistério da Santíssima Trindade.

Na linguagem da Escritura sagrada e da Igreja, frequentemente em relação à redenção dos homens, o Filho diz-se “mandado” por Deus, e quanto à santificação das almas, o Espírito Santo diz-se “mandado” pelo Padre e pelo Filho; é o que se lê no Evangelho de S. João.

Deus amou o mundo ao ponto de dar-lhe o seu Unigênito (III, 16). Mandou seu Filho ao mundo, não para que o mundo fosse julgado por Ele, mas sim para que o mundo fosse salvo por Ele. (ibid., 17). Como meu Pai, que é vivo, me mandou etc. (VI, 58).

O Espírito Santo, que meu Pai mandará em meu nome, ensinar-vos-á tudo (XIV, 26). É bom para vós, que eu me vá: porque se eu não for, o Paráclito não virá a vós, mas se eu for, vo-lo mandarei (XVI, 7).

Como é que se devem entender estas missões divinas e como se cumpriram? É o que vamos explicar.

a) As missões divinas exigem nas pessoas mandadas uma dupla relação: a saber, uma relação de origem com a pessoa que as manda; uma relação com o efeito pelo qual são mandadas, e pelo qual se manifestam.

O grande princípio das missões divinas é de ser sempre inviolavelmente conforme à ordem das procedências na natureza divina. O Pai, fonte primordial da divindade, dá-se, mas nunca é mandado; o Filho, procedendo do Pai só, não é mandado senão por ele; o Espírito Santo, procedendo do Pai e do Filho como de um só e mesmo princípio, é mandado por um e por outro ao mesmo tempo. É ocioso dizer que essa missão não indica inferioridade alguma na pessoa mandada, mas unicamente uma origem de procedência na natureza divina.

Quanto ao efeito, em vista do qual o Filho e o Espírito Santo podem ser mandados, é sempre exterior e tem respectivamente por objeto (tratando-se de missões relativas aos homens) a obra da nossa redenção ou a da santificação de nossas almas.

b) O desempenho das missões divinas pelas pessoas mandadas pode-se fazer de dois modos: visivelmente, quando a missão se manifesta por um sinal aparente; invisivelmente, cada vez que a missão se opera de um modo que escapa aos sentidos. Daí duas espécies de missões divinas: as missões visíveis e as invisíveis.

Deste modo, a missão visível do Filho consiste na sua aparição neste mundo, para nos salvar pela Encarnação e por todos os outros mistérios que dela procedem; sua missão invisível é aquela pela qual vem, com o Espírito Santo, em todos os que se acham em estado de graça, conforme a esta promessa de Cristo: “Quem me ama, cumpre o meu preceito e meu Pai ama-lo-á, e viremos nele, e estabeleceremos nele nossa morada. (São João, cap. XIV, 15)

As missões visíveis do Espírito Santo consistem na sua descida sob a forma de uma pomba sobre Nosso Senhor, no dia do Batismo, e sob a forma de línguas de fogo sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes; suas missões invisíveis têm lugar quando é mandado às almas para santifica-las, segundo esta palavra de São Paulo (Gálat., cap. IV, 6): “Deus mandou em vossos corações o Espírito de seu Filho.” Elas renovam-se, portanto, para qualquer aumento da graça santificante, para qualquer concessão da graça atual.

A missão do Filho, relativa à redenção dos homens, é própria e exclusivamente pessoal à segunda pessoa da Santíssima Trindade; é por isso que é essencialmente diferente das missões do Espírito Santo. Sem dúvida, como todos os atos exteriores de Deus, a Encarnação do Verbo é uma obra comum às três pessoas no sentido ativo; mas, no sentido passivo, só o Filho encarnou-se, só ele uniu-se pessoalmente à natureza humana, só ele pode dizer que seus atos são do Cristo Jesus. Ao contrário, à santificação das almas, objeto da missão do Espírito Santo, pertence igualmente às três pessoas divinas; é atribuída especialmente ao Espírito Santo por uma “apropriação” fundada sobre o modo com o qual esta pessoa procede das duas outras na vida divina. Do mesmo modo que se atribui ao Padre tudo o que implica ideia de princípio: o poder supremo, a criação, o soberano domínio de todo o Universo; assim também atribui-se ao Filho, Verbo de Deus, tudo o que implica ideia de inteligência: a verdade, a sabedoria, a iluminação das criaturas; ao Espírito Santo, o amor substancial do Pai e do Filho, atribui-se tudo o que implica ideia de bondade, caridade, e, por conseguinte, a Encarnação, “este grande mistério do Amor divino” (I, Timoth., III, 16), e também a santificação das almas, isto é, o efeito supremo da caridade divina para com elas.

Assim, temos como uma síntese esplêndida de tudo o que Deus fez para nós, nestas três palavras: Deus criador, Deus redentor, Deus santificador.

As palavras de Maria: Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a vossa palavra, pelas quais ela oferecia livremente seu concurso aos desígnios misericordiosos do céu, foram o sinal de três inefáveis maravilhas:

1ª O Espírito Santo criou instantaneamente, do sangue mais puro da Virgem, o corpo de Cristo Senhor Nosso; 2ª tirou do nada e uniu a este corpo uma alma perfeitamente santa;

3ª no mesmo tempo, o Verbo uniu-se hipostaticamente, isto é, pessoalmente a este corpo e a esta alma.

Que se segue de tudo isso?

Segue-se: 1º que em Jesus Cristo a natureza humana nunca ficou separada do Verbo e nunca teve outra personalidade do que a do Verbo; 2º que Maria, concebendo seu Filho assim unido ao Verbo, concebeu uma pessoa divina, isto é, um Deus, e ela é verdadeiramente Mãe de Deus.

E que coisa se há de dizer da união, da intimidade prodigiosa que a maternidade divina estabeleceu entre Maria e seu Deus, pois que é a união da mãe com o filho vivendo no seu seio e de seu seio! União inefável, em consequência da qual o mesmo sangue circula em Maria, para ela e para Jesus, o mesmo coração palpita para ambos!

De que virtudes Maria nos deu exemplo no mistério da Encarnação?

Deu-nos o exemplo de uma admirável pureza, de humildade profunda, fé viva e perfeita obediência.

De que modo mostrou o seu amor à pureza?

Aceitando a honra de ser a Mãe de Deus, somente depois de ter recebido do anjo a certeza de que não havia de perder sua virgindade.

Sua pergunta ao mensageiro celeste: Como se fará isto? parece indica-lo. Com efeito, se interrogamos os comentadores do texto sagrado e os piedosos autores a respeito das disposições interiores de Maria na hora solene da Encarnação, eles respondem que se, abstração feita da vontade de Deus, diante da qual tudo deve sempre sujeitar-se, Maria tivesse de escolher entre a honra da maternidade divina e a conservação de sua pureza virginal, não há dúvida que sua humildade lhe teria feito escolher ficar a serva do Senhor na pureza virginal e perpétua.

Então a virgindade é uma virtude excelentíssima?

A virgindade, nos dizem os mestre da vida espiritual, é a perfeição da vida humana e o início da vida celestial. Elevando o homem acima da enfermidade de sua própria natureza, torna-o, por assim dizer, participante da natureza angélica, une-o estreitamente a Deus e lhe garante uma glória particular no céu onde “as virgens formam o cortejo do Cordeiro e cantam um cântico novo que só elas podem cantar” [7].

[7] Apocalipse, XIV, 3 e 4.

Como mostrou a sua humildade?

Em primeiro lugar, pela perturbação que sentiu na ocasião de lhe serem dirigidos tão grandes louvores; em seguida, não se reconhecendo senão como a serva de Deus no mesmo momento em que era escolhida ser sua mãe.

Por que Maria se perturbou ouvindo as palavras do anjo?

Porque, sendo humilíssima, aborrecia qualquer louvor pessoal, e desejava que só fosse louvado e bendito o seu criador e benfeitor.

A Santíssima Virgem não teve vanglória sabendo que havia de ser a mãe de Deus?

Não, sente logo uma doce paz inundar-lhe o coração e a bendita alma; não se opõe aos destinos do Altíssimo, nem tampouco se ensoberbece com tão sublime e gloriosa escolha que d’Ela se faz; sujeita-se, e obedece prontamente à vontade de Deus. Ainda que escolhida para esposa do Rei da glória, para soberana e senhora do céu e da terra, reputa-se escrava, considera-se como a mais incapaz e indigna de ser a mãe de Deus.

“Deus, diz São Jerônimo, escolheu Maria mais por causa de sua humildade do que por causa de todas suas outras virtudes.”

Como a Santíssima Virgem nos deu exemplo de uma fé viva?

Acreditando, pela palavra do anjo, numa maravilha que nenhuma inteligência criada pode compreender.

Qual é essa maravilha?

É que o Filho de Deus, descendo dos esplendores do céu, dignar-se-ia fazer-se homem, tomar a nossa natureza, e, por um prodígio incompreensível, ela seria elevada à maternidade divina, sem cessar de ser virgem.

Em que mostrou a sua perfeita obediência?

Dando o seu consentimento ao anjo com uma inteira submissão, por estas palavras: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Por estas palavras que nascem de tão profunda humildade quão perfeita obediência, Maria entrega-se a todas as vontades do céu e aceita, com a honra de ser a mãe de Deus, todas as provas que hão de derivar desta eminente dignidade.

“No mesmo tempo, por uma dessas vistas rápidas como o relâmpago e luminosas como o sol, o Senhor revela à augusta cooperadora de seus desígnios, todas as grandezas de glória e de sofrimentos unidos à sua maternidade divina. Assim divinamente esclarecida, a filha dos profetas lobriga, além dos séculos vindouros, a plenitude das bênçãos trazidas pela sua obediência aos filhos de um pai culpado… Ó Virgem, bendita sois entre as mulheres, pois que vosso consentimento à palavra de Gabriel faz descer os céus sobre a terra, e faz subir a terra até os céus” [8].

[8] R. P. CHAMBEU, Mês de Maria segundo o santo Evangelho, 5º dia.

Em que dia se cumpriu o duplo mistério da Anunciação da santíssima Virgem e da Encarnação do Verbo?

A 25 de março, dia em que a Igreja celebra essa festa.

Quanto à hora, não é certa. “É provável, segundo Suarez, que a saudação angélica tenha acontecido depois de meia noite, no começo do dia natural. Foi, com efeito, em tal hora que Jesus nasceu no presépio de Belém, e pode-se crer que ficou nove meses exatos no seio da Virgem sua mãe.”

A festa da Anunciação é muita antiga na Igreja?

Esta festa remonta à mais alta antiguidade. Lemos nos Bolandistas que, todos os anos, Maria celebrava o aniversário do grande dia no qual o Verbo, fazendo-se carne, a elevará à inefável dignidade de mãe de Deus. Testemunhas dos seus sentimentos de agradecimento, os apóstolos se uniram a Ela e estabeleceram a festa da Anunciação nas diversas regiões onde levaram o fato da fé. No século IV, Santo Atanásio diz, falando desta festa: “É uma das maiores festas do Senhor, e mesmo a primeira na ordem dos mistérios; é por isso que devemos celebrá-la com suma devoção”. Do século IX até o século XI, foi de obrigação na França.

Que orações nos lembram especialmente a Anunciação de Maria?

Duas sobretudo: a Ave-Maria ou saudação angélica, e o Angelus, que rezamos de manhã, ao meio-dia e à noite.

A casa onde se cumpriu o mistério da Encarnação, ainda existe?

Sim, está na Itália, onde é venerada sob o nome de Santa Casa.

Milagrosamente transportada pelos Anjos para o Ocidente, no fim do século XIII, a Santa Casa foi, depois de várias mudanças do lugar, depositada à beira do mar Adriático, num lugar chamado Loreto, e está dentro da Basílica de Nossa Senhora de Loreto, um dos mais célebres santuários do mundo católico [9].

[9] Sobre o lugar que ocupara a Santa Casa, em Narazé, eleva-se a Igreja da Anunciação, cuja cripta não é senão a própria gruta que formava a parte retirada da habitação de José e de Maria. Uma lápide de mármore, colocada na calçada desta cripta, têm gravadas as seguintes palavras: Hic Verbum caro factum est. “Aqui o Verbo se fez carne.”

Que devemos fazer para entrar no espírito desta festa?

Devemos: 1º adorar profundamente Jesus Cristo neste mistério de aniquilamento e agradecer-lhe o ter-se feito homem para resgatar-nos; 2º honrar a Maria como mãe de Deus, invoca-la como mãe dos homens, e imitá-la como nosso modelo; 3º rezar sempre com fé e piedade a oração do Angelus ou das Ave-Marias, estabelecida em honra deste mistério.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Maria ensinada à mocidade ou Explicação do Pequeno catecismo de Nossa Senhora. São Paulo: Francisco Alves, 1915. p.92-100.


O Anjo do Senhor

V. O anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E ela concebeu do Espírito Santo.

Ave-Maria etc.

V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Ave-Maria etc.

V. E o Verbo divino se fez homem.
R. E habitou entre nós.

Ave-Maria etc.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS

Infundi, Senhor, em nossos corações a vossa graça, vo-lo suplicamos, a fim de que, conhecendo pela embaixada do Anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, pelos merecimentos de sua Paixão e morte cheguemos à glória da ressurreição. Pelo mesmo Cristo Senhor Nosso. Amém.

Rainha dos céus
(substitui o Angelus no tempo pascal)

V. Rainha do céu, alegrai-vos, Aleluia.
R. Porque quem merecestes trazer em vosso puríssimo seio, Aleluia.

V. Ressuscitou como disse, Aleluia.
R. Rogai a Deus por nós, Aleluia.

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia.
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.

OREMOS

Ó Deus que Vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição de Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos os gozos da vida eterna. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Amém.

Glória ao Padre etc. (Três vezes)

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