Viva Santa Cecília!

Por Melissa Bergonso
Hoje é dia de Santa Cecília! Santa Cecília é minha padroeira, em primeiro lugar porque eu admiro a história de vida dela, suas virtudes, sua modéstia, sua pureza, sua fortaleza, especialmente seu amor por Nosso Senhor Jesus Cristo e sua coragem em morrer pela fé católica. Em segundo lugar, porque Santa Cecília é considerada a Padroeira da Música Sacra, e eu, como musicista, não poderia deixar de venerá-la! :-)
Acabei de ler um livro sobre Santa Cecília, de Giovanni Cavagnari, intitulado: “Santa Cecília: Virgem e Mártir”, pra variar, chorei hehe… Como é bela a história dela!! Eu já tinha muita admiração por Santa Cecília, agora então, minha admiração e estima por ela aumentaram muito mais! Fiquei encantada com sua história! Eu já tinha lido resumos da vida desta santa, mas nunca um livro com descrições de falas e de fatos históricos. Achei bonito o que Santa Cecília disse ao seu cunhado, quando ele estava em processo de conversão. Depois que ela falou sobre a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua encarnação, pregação pública, milagres, sua paixão, morte, ressurreição e ascensão aos Céus, Santa Cecília disse:

Eis a razão pela qual nós nos rejubilamos quando somos maltratados pelo nome de Jesus, por que é que nós encontramos a nossa glória nas perseguições. E deve ser assim, porque nós sabemos que a nossa vida caduca e miserável cede o lugar à vida eterna que o Filho de Deus, ressuscitado entre os mortos, prometeu a seus Apóstolos que O viram subir ao Céu. (GAVAGNARI, Giovanni. Santa Cecília: Virgem e Mártir. São Paulo: Arpress, 2011, p.48)

Quem segue a Jesus Cristo neste mundo não tem o apreço do mundo; é, ao contrário, odiado pelo mundo. Mas essa é a glória do cristão, e não devemos temer ou ficar tristes por causa disso, ao contrário, devemos nos alegrar! porque Jesus mesmo disse que “será grande a recompensa no Céu” a quem sofrer essas perseguições por amor dEle. Quantas pessoas, ao primeiro sinal de contrariedade, desistem dos bons propósitos que fizeram e voltam à vida antiga, de pecados e escândalos? Ser cristão não é fácil, é necessário fazer violência a si mesmo para progredir na vida espiritual. Quem não procede assim, não anda; ao contrário, regride. As virtudes precisam ser cultivadas na poda e no machado, cortando o que é ruim, plantando o que é bom e regando, para que a sementinha dê fruto. Só assim se caminha rumo à santidade, ponto que Santa Cecília atingiu com perfeição, glória e júbilo!

Achei muito bela a descrição do momento da morte de Santa Cecília. Este momento nos toca em alguns aspectos: na pureza, na modéstia cristã, no recolhimento e silêncio interior que devemos cultivar ao longo da nossa vida:

No momento supremo, ela estava recostada sobre seu costado direito, os joelhos reunidos com modéstia, seus braços descansando um sobre o outro; e como se ela tivesse querido guardar o segredo de seu último suspiro, ela gira sua cabeça em direção ao chão, e sua alma se desprende levemente de seu corpo. Era o dia 16 de setembro. (GAVAGNARI, Giovanni. Santa Cecília: Virgem e Mártir. São Paulo: Arpress, 2011, p.79).

Santa Cecília, no momento da morte, se recolheu com modéstia. Por que ainda tanta gente em vida se recusa a cultivar esta tão nobre virtude, no dia a dia, na forma de se portar e especialmente na forma de se vestir?… Santa Cecília tem muito a nos ensinar nesta questão!

Que possamos fazer da nossa vida um eterno cântico, como o entoado por Santa Cecília:

Que meu coração e meus sentidos permaneçam puros, oh meu Deus! Que meu pudor não sofra nenhum atentado! (GAVAGNARI, Giovanni. Santa Cecília: Virgem e Mártir. São Paulo: Arpress, 2011, p.29).

E que possamos tê-la como amiga e companheira, assim como fez Santa Teresinha:

Antes de minha viagem a Roma, não tinha nenhuma devoção particular pela Santa, mas visitando-lhe a casa, transformada em igreja, lugar de seu martírio, e sabendo que ela [Santa Cecília] fora proclamada rainha da harmonia, não por causa da sua bela voz, nem por causa do talento musical, mas pela recordação do canto virginal que entoou ao Celeste Esposo, escondido no âmago de sua alma, senti por ela mais do que devoção, era uma verdadeira ternura de amiga…Tornou-se a Santa de minha predileção, minha íntima confidente… Nela, tudo me encanta, principalmente seu abandono, sua ilimitada confiança, que a tornaram capaz de virginizar almas que jamais teriam almejado outras alegrias senão as da vida presente… Santa Cecília assemelha-se à esposa dos Cantares. Nela vejo “um coro de dança num acampamento militar!” (Ct 7, 1)… Sua vida, outra coisa não foi senão um melodioso cantar até no meio das maiores provações. E isso não me surpreende, visto que “o Santo Evangelho repousava sobre seu coração!” e que no seu coração repousava o Esposo das Virgens!… (Santa Teresinha do Menino Jesus. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. São Paulo: Paulus, 1986, p.149-150).

Que possamos ter em Santa Cecília o exemplo de mulher forte, de mulher pura, de mulher casta. Por sua fidelidade e amor à pureza, Deus lhe deu um anjo que lhe guardasse; por sua fé inabalável, ela recebeu a palma do martírio; por sua intercessão, muitas almas se converteram ao catolicismo e com sua força e eloquência nas palavras, ela confundia de vergonha os mais altos magistrados! Ela é uma Santa que DEVE ser invocada nestes nossos tempos, para nos auxiliar a passar por toda essa crise de fé que está assolando a Igreja, pela crise de moral que está assolando o mundo, especialmente pela imodéstia e irreverência constante na Santa Casa do Senhor, dentro da qual nem mesmo os fieis mais têm respeito. Peçamos com confiança sua intercessão, e nos espelhemos em sua vida, tão heroica e rica de virtudes!

Santa Cecília, virgem e mártir, rogai por nós!!

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