Namoro santo para um matrimônio verdadeiramente cristão

Por Melissa Bergonso

Para se ter um matrimônio verdadeiramente cristão, feliz e do agrado de Deus, é preciso ter, em primeiro lugar, um namoro santo, com muito pé no chão, ouvindo a razão ao invés dos sentimentos e estar em contínua oração a Deus para não se enganar pela paixão ou por aparências da pessoa em questão. “O namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio”, pois a finalidade do namoro é “o conhecimento da alma do outro” (Pe. Lodi da Cruz). O resto é superficialidade, mundaneidade e sensualidade.

Infelizmente, a maioria dos namoros de hoje são superficiais, mundanos e sensuais, resumem-se, em sua grande maioria, no contato físico, passeios, divertimentos etc. ao invés do profundo conhecimento da alma e do coração da outra pessoa. Um namoro superficial, mundano e sensual está fadado ao fracasso, e se virar casamento, está fadado a ruir com o tempo, porque toda casa fundada sobre a areia desmorona. É preciso firmar o matrimônio, o lar, a família sobre a Rocha, que é Cristo. Somente uma casa firmada sobre a Rocha resistirá às intempéries da vida. Por isso, o namoro deve ser santo. Um namoro santo, impreterivelmente, formará casais santos, gerará matrimônios santos e dará ambiente propício para o nascimento e crescimento de futuros santos. É através de um namoro santo, um namoro verdadeiramente católico, que Cristo moldará o homem e a mulher para que, um dia, se unam em matrimônio e sejam uma só carne.

Para se ter um namoro santo é preciso evitar pecados e ocasiões de pecado. É preciso saber encontrar a pessoa certa para se casar. Porém, é preciso, antes de tudo, saber no que consiste, realmente, o namoro verdadeiramente católico. Assim, quero recomendar a leitura de alguns textos sobre este assunto. A leitura pode ser feita por qualquer pessoa, tanto por solteiros, como por quem já está namorando, quanto também por quem já é casado. Se você está procurando sua “metade da laranja”, estes textos vão lhe instruir sobre as qualidades que você deve procurar na outra pessoa e sobre as condições que devem existir para se iniciar o namoro. Se você já está namorando, os textos vão lhe instruir sobre como vocês devem proceder no namoro. Se você já recebeu o Sacramento do Matrimônio, os textos vão lhe orientar no ensinamento que você deverá dar a seus filhos a respeito deste tempo que os jovens cristãos necessitam antes de se casarem.

  • Namoro católico (i): duração do namoro (Pe. Daniel Pinheiro): “… Assim, quem quer ter um bom casamento, deve preparar-se bem. Casamento santo supõe preparação santa, supõe namoro santo. Gostaria, porém, de acrescentar alguns pontos quanto (1º) à duração do namoro católico e (2º) quanto à finalidade do namoro, que o Padre define corretamente como “conhecer a alma do outro”. Finalmente, (3º) gostaria de tratar com um pouco mais de precisão das consequências prejudiciais dos pecados contra a pureza entre namorados.” (Continue lendo…)
  • Namoro católico (ii): finalidade do namoro (Pe. Daniel Pinheiro): “Finalidade do namoro. O Reverendíssimo Padre Lodi diz que a finalidade do namoro é “o conhecimento da alma do outro.” Esse conhecimento da alma é conhecer as qualidades e defeitos, naturais e sobrenaturais, do outro, bem como conhecer qual é o “ideal” de vida do outro. Todavia, as condições para que um jovem e uma jovem possam construir com segurança um lar católico são quatro…” (Continue lendo…)
  • Namoro católico (iii): a necessária castidade no namoro (Pe. Daniel Pinheiro): “A necessária pureza entre namorados. Evidentemente, a primeira razão para se guardar a castidade no namoro é observar o sexto mandamento, evitando o pecado mortal e sua consequente perda da graça. Nossa razão reconhece e Deus nos ensina que a união entre um homem e uma mulher deve ter em vista a procriação. Todavia, não basta a procriação, pois é preciso também educar a prole. Para educar bem os filhos, é preciso que haja o matrimônio. Portanto, a união entre o homem e a mulher deve se realizar somente dentro do casamento, para que a primeira finalidade dessa união seja assegurada de forma adequada…” (Continue lendo…)
  • Pequeno Catecismo do Namoro (Pe. Lodi da Cruz): “O namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio. No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas. Mas antes de doar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer não o corpo do outro, mas sua alma…” (Continue lendo…)
Ainda indico um sermão muito bom, que diz respeito sobre o combate pela virtude da castidade.
  • O combate pela virtude da castidade (Pe. Daniel Pinheiro): “… O vício da impureza gera: cegueira de espírito, precipitação, inconsideração, inconstância, amor desordenado de si mesmo, ódio a Deus, apego à vida presente, desespero com relação à salvação. A luxúria, por tudo isso, leva também a pessoa a perder a fé, a desprezar as verdades reveladas e a se obstinar no pecado, esquecida do juízo e do inferno. Para fazer uma alma perder a fé, é muitas vezes mais eficaz fazê-la se afundar na luxúria do que combater a fé diretamente. As músicas sensuais pelas letras e ritmos, filmes, roupas indecentes, etc., contribuem muitíssimo para a perda da fé sem atacá-la diretamente…” (Continue lendo…)
Fiquem com Deus!
Salve Maria Santíssima!

Comentários ( 12 )

  • Li todos os textos, fantásticos, muito detalhistas e acertados.

    Uma pena que o que é “pregado” aos jovens e adolescentes hj seja totalmente o contrário, quando se é adolescente e não há NENHUMA possibilidade ou vontade de casamento é dito que se deve namorar muuuito, quando se é jovem é aconselhado que se namore apenas por diversão, sem nenhum pretensão de casamento, e tem mais, o que é dito hj é, os opostos se atraem, siga seu coração, a paixão é isso mesmo, uma loucura, nossa tudo ao contrário.

    Como as pessoas esperam construir casamentos fortes, duradouros, que deem paz a mente e ao coração se não pensam com mais seriedade e quem sabe até racionalidade sobre relacionamentos?

    • Oi, Izabel!

      Eu gosto bastante dos textos do Pe. Daniel. Ele é bem claro e objetivo nas coisas que escreve.

      Na minha opinião, o grande problema que dá margem aos namoros precoces está, em primeiro lugar, nos pais, que não mais orientam os filhos de acordo com a doutrina católica; em segundo lugar, é a mídia televisiva e cinematográfica, que propaga romances e relacionamentos recicláveis, sem compromisso, a curto prazo etc. como se fosse algo normal e bom… Para complicar de vez, as pessoas são muito mal instruídas na fé, isso quando não aprendem coisa errada, aí é óbvio que se deixam arrastar pelo o que o mundo prega… :-/

    • A parte que mais gostei de um dos textos foi essa
      Tais conselhos podem parecer duros, e eles o são, de fato. Todavia, deixar de dizer essas verdades salutares seria servir muito mal as almas, seria uma aparente caridade contrária à verdadeira caridade.
      Acho que falta muito disso hj em dia, a instrução clara, que valoriza a verdade, e não o simples conforto mental das pessoas.

      E vc está certa, muitos pais nem sabem que tem o dever de instruir e cuidar de fato dos filhos, que é bem que dar comida ou pagar escola.

    • Eu também achei excelente essa parte! A verdadeira caridade consiste em abrir os olhos, em dizer a verdade, com amor e mansidão, mas também com pulso firme quando necessário. Hoje em dia parece que as pessoas têm medo de dizerem a verdade sobre fé e doutrina, especialmente os sacerdotes. Padre é pai, e deve saber aconselhar com sabedoria seus filhos espirituais. A verdadeira caridade está sempre aliada à sabedoria.

  • Ah tem um tempo que gostaria de t perguntar uma coisa, acabei em um dos textos aqui do blog vendo um comentário seu, que mais ou menos responde minha pergunta hehe, mesmo assim tá valendo.
    Vc ouve música convencional? sabe música popular, qual sua visão sobre a música de hj?
    Esses dias estava conversando com minha mãe, que tem músicas que dá até uma certa vergonha de ouvir, e conversávamos sobre a possível influência que elas podem ter sobre nossa mente.
    Abraços

    • Faz muito tempo que não tenho mais o hábito de escutar música convencional. Eu, na realidade, não gosto muito de ficar escutando música, por incrível que pareça. De qualquer forma, eu evito escutar música popular/internacional/mpb etc. e mesmo as tais “músicas católicas”, porque em essência, suas melodias e ritmos não diferem das músicas mundanas, que são molengas, açucaradas demais, como, por exemplo, a balada, ou totalmente barulhentas, como o rock, que, por sua vez, pode ter sua versão “soft” e sua versão “hard”. Escutar esse tipo de coisa frequentemente não faz bem, nem para o corpo, muito menos para o espírito!

      Essa discussão sobre a influência da música nos afetos humanos é antiga, já vem desde Platão, Aristóteles, Boécio… Existe um autor recente, um padre, Pe. Chad Ripperger, que escreveu um livro intitulado “Introdução à ciência da saúde mental”, e neste livro ele dedicou um capítulo específico à música. Ele diz que a música pode influenciar o comportamento humano tanto positivamente quanto negativamente, dependendo das disposições interiores da pessoa. Segundo ele, uma música ruim, por exemplo, pode corromper as virtudes da fortaleza e da temperança, o julgamento da pessoa, e também seu decoro, enquanto que uma música boa pode colaborar com o enobrecimento do caráter humano.

      Pe. Ripperger diz em seu livro que “É possível ter moralmente más letras com harmonia moralmente boa e vice-versa. Entretanto, tal música é inerentemente desordenada.” Para que uma música seja considerada boa ela deve ter melodia/harmonia/ritmo bons e letra boa. Embora isso seja lógico, as pessoas, em geral, não sabem o que é uma música boa e o que é uma música ruim. Em geral, elas pensam que a música é boa porque ela é gostosa de ouvir, pois apresenta-se agradável aos seus sentidos, porém é aí que mora o perigo, pois acabam achando que é a letra boa torna que a música boa, e isto é um engano. Em todo caso, o assunto é bastante complexo e dá muita discussão. O texto do Pe. Ripperger é muito interessante, acho que vou fazer alguma resenha e publicar no blog, pode ser útil aos leitores.

      Salve Maria!

  • Só acho que temos que ter cuidado para que nossas afirmações não tenham um tom determinista, pois isso pode desanimar os casais convertidos que não tiveram um namoro Santo.

    O namoro santo não é pre-requisito para um bom casamento… Para um matrimônio verdadeiramente cristão basta que ele seja verdadeiramente centrado em Deus, em obediência à Deus, para a Glória de Deus.

    Eu entendo a importância de um namoro Santo, mas porque é mandamento de Deus, e é sim, o caminho mais confiável para um verdadeiro matrimônio cristão, mas não é pré-requisito absoluto.

    Dependendo de como colocamos as palavras, podemos desanimar a busca de quem se converteu depois, pois fica parecendo que esse matrimônio, que nasceu no pecado, nunca terá a santidade do que um casal que seguiu o caminho correto desde o namoro.

    Quando na verdade em qualquer momento a conversão e verdadeiro arrependimento tem o mesmo valor e geram o mesmo fruto, mesmo que se depois do matrimônio, já que “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

    Ps: espero que não tenha lhe parecido um ataque, não é a intenção.

    • Oi, Cynthia! Desculpe pela demora em respondê-la.

      Com relação a este assunto, você está equivocada quanto a algumas colocações. Acho que você não entendeu o sentido do texto. Eu não disse, em nenhum momento, que não é possível que surja um matrimônio santo depois de uma conversão e mudança de vida. Eu disse que um namoro santo gera um matrimônio santo, porque o namoro santo prepara os nubentes para um matrimônio segundo a vontade de Deus; enquanto que um namoro mundano não. Portanto, dizer que um namoro santo gera matrimônios santos não é ser determinista, é dizer algo lógico. Se namorar santamente não fosse tão importante, os bons padres não enfatizariam tanto esta necessidade. Obviamente, eu não descarto que um matrimônio, que embora não tenha sido precedido de um namoro santo, possa vir a desabrochar em santidade pela conversão dos cônjuges e pela mudança de vida de ambos. Mas isto é bem mais difícil e trabalhoso de acontecer, pois um namoro mundano e leviano não prepara o casal para um matrimônio verdadeiramente cristão, centrado em Deus, em obediência a Deus, para a glória de Deus, ao contrário, um namoro mundano corrói o casal, é egoísta, centrado nos próprios interesses, não nos interesses de Deus.

      Eu não acredito, sinceramente, que dizer que “namoros santos geram matrimônios santos” seja desestimulante para aqueles que não tiveram um namoro assim. Nossa vida é um constante aprendizado e um constante caminho de conversão e santificação. A gente não pode se deixar cair ou ficar estatelado no chão por aquilo que não conseguimos fazer no passado. Se não cumprimos direito a vontade de Deus no passado, se não tivemos uma vida verdadeiramente cristã no passado, então, no presente, devemos nos esforçar para melhorar naquilo que falhamos anteriormente. Se algumas coisas não são mais passíveis de mudança, como uma situação vivida que já passou, então que possamos ensinar nossos filhos a não agir do mesmo modo. Não vejo como isto pode ser motivo de desânimo. A vida do cristão é assim mesmo, uma contínua luta, uma transformação constante, e violência a si mesmo. É pelo reconhecimento da nossa miséria e dos nossos pecados que nós nos humilhamos perante Deus e lutamos mais pela nossa santidade. Quem não enxerga ou ignora seus erros e pecados não progride na fé nem nas virtudes cristãs. Não podemos colocar vendas nos olhos, nos conformando com o que é mais cômodo, ou mais bonito, ou mais suave de se ouvir e fazer. A leitura de um texto pode nos fazer repensar nossas atitudes, avaliar nossas condutas, ter maior contrição pelos nossos pecados, buscar a perfeição… A gente não pode ter medo de “se olhar no espelho”. O cristão deve ter coragem de enfrentar seus medos e fracassos, e ter a força para “dar a volta por cima”, se levantar e seguir em frente com coragem e determinação.

      (continua…)

    • Sobre a frase que você disse: “em qualquer momento a conversão e verdadeiro arrependimento tem o mesmo valor e geram o mesmo fruto”, veja, a santidade possui graus, assim, nem todo mundo terá o mesmo grau de santidade no céu, isto vai depender primeiramente da graça divina, e também do esforço que cada um fizer durante sua vida para amar mais a Deus, evitar o pecado, cumprir os mandamentos de Deus e O servir fielmente. Assim, não podemos dizer que toda conversão e arrependimento gerará o “mesmo fruto” de santidade. O arrependimento sincero dos pecados aliada a uma boa e santa confissão devolvem a graça santificante à alma. Mas os frutos que renderão disto dependerão também do esforço individual e contínuo de cada um, por toda a vida. Algumas pessoas de vida muito torta se converteram e se tornaram grandes santos, como foi, por exemplo, o caso de Santo Agostinho, Santa Ângela de Foligno, Santa Maria Madalena e tantos outros. Outros, embora não tenham tido uma vida tão torta assim acabaram ficando estancados nos primeiros degraus de santidade, ou mesmo caindo no pecado, porque se acomodaram e acharam que o que faziam já estava bom. É por isto que temos que procurar a santidade em nossa vida, em tudo o que fazemos, especialmente neste tempo tão importante para os jovens que pretendem se casar, que é o namoro, pois as ações, tanto virtudes praticadas neste período quanto os vícios, vão se refletir ao longo de toda a vida matrimonial, da mesma forma que as consequências dos pecados cometidos também.

      Enfim, o que eu escrevo não é para desestimular ninguém da busca pela santidade e amor a Deus, muito pelo contrário! Eu quero incentivar as pessoas a terem a melhor vida que possam ter para Deus. Quanto mais a gente amadurece mais a gente vê coisas que poderia ter feito diferente e não fez porque nunca ninguém disse, nunca ninguém corrigiu, e quando alguém falou algo, passou a mão na cabeça. Cristão não pode ter medo de ouvir a verdade, deve ainda buscá-la com afinco, mesmo se ela fizer nosso coração doer…

      Espero que você tenha me compreendido.
      Beijos e fica com Deus!

    • Melissa, só vi sua resposta agora.
      Reli o texto após a sua resposta e você está certíssima nas suas colocações.

      Obrigada pela paciência de responder de forma tão clara, Deus te abençoe. =)

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