Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar (Gen 3, 19).

Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris 
«Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar» 
(Gen 3, 19)
Por Melissa Bergonso
Hoje, Quarta-feira de Cinzas, é dia de jejum, abstinência e penitência. Deixo abaixo, para leitura e meditação, alguns links. «Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar».
  • A lembrança da morte e o jejum quaresmal (Santo Afonso de Ligório): “Os insensatos que não crêem na vida futura, estimulam-se com o pensamento da morte a passarem bem a vida. De maneira bem diferente devemos nós proceder, os que sabemos pela fé que a alma sobrevive ao corpo. Nós, lembrando-nos de que em breve temos de morrer, devemos cuidar da nossa eternidade e por meio de oração e penitência aplacar a divina justiça. É com este intuito que a Igreja, depois de por as cinzas sobre a cabeça, nos ordena o jejum da Quaresma…”
  • O Tempo da Quaresma (In Missal Quotidiano): “[…] É preciso contudo que os Cristãos sacudam a poeira do mundo. A sabedoria divina estabeleceu este tempo propício de quarenta dias, a fim de que as nossas almas se pudessem purificar, e por meio de boas obras e jejuns, expiassem as faltas de outros tempos. Inúteis seriam porém os nossos jejuns, se neste tempo os nossos corações se não desapegassem do pecado…”
  • Angústias da alma descuidada na hora da morte (Santo Afonso de Ligório): “Ai do que resiste durante a vida aos convites de Deus! Desgraçado do que cai no leito com a alma em pecado, e dali passa à eternidade! O anúncio da morte já próxima, o pensamento de ter de deixar o mundo, as tentações do demônio, os remorsos da consciência, o tempo que já falta, o rigor da justiça divina e mil outras coisas produzirão uma perturbação tão horrível, que pela confusão do espírito a conversão será quase impossível. Meu irmão, para não morreres de morte tão triste, teme agora viver vida pecaminosa!”
  • Efeitos que em nós produz a divina graça (Santo Afonso de Ligório):”Porque havemos de ter inveja dos grandes do mundo? Se estamos na graça de Deus, participamos da sua própria natureza; somos, por assim dizer, um com ele e de momento a momento podemos adquirir tesouros imensos de merecimentos para a eternidade. A nossa alma é então tão bela aos olhos do Senhor, que põe nela a sua complacência. Tudo isto Jesus Cristo no-lo mereceu pela sua Paixão; e por isso devemos prestar-lhe contínuas ações de graças…”
Uma santa Quarta-feira de Cinzas a todos.
Salve Maria Santíssima!

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