São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

Por Melissa Bergonso
 
Hoje, 23 de Setembro, é dia de São Pio de Pietrelcina. Ele foi um sacerdote que, em nossos tempos atuais, seria tido como radical e grosseiro; traduzindo em termos “modernistas”, ele seria tido como “anti-pastoral”, pois falava sem papas na língua, sem qualquer tipo de respeito humano, doesse a quem doesse.
 
Padre Pio no confessionárioPadre Pio era um homem muito santo já em vida, e pode-se dizer que ele foi um grande defensor da modéstia no vestir, pois corrigia tanto mulheres quanto homens neste ponto. Só para citar um exemplo, Pe. Pio não confessava mulheres que usassem calças compridas. E havia casos em que ele negava a absolvição, como para uma senhora canadense, que vendia calças em sua loja de varejo. Para que ela pudesse receber a absolvição dos seus pecados, Pe. Pio ordenou que ela se desfizesse de todo seu estoque de calças, e também não desse nenhuma das peças.
 
Hoje em dia, há quem diga que por causa dessa sua dureza no confessionário, especialmente com relação às roupas, Pe. Pio era exagerado e que falava apenas para o “seu tempo”. Porém, São Pio de Pietrelcina possuía um dom especial, que poucos santos tiveram: ele podia ver os pecados de cada alma em sua totalidade, quantidade e nitidez. Por conta disso, Pe. Pio sabia, antes de a pessoa dizer, todos os pecados que ela tinha cometido, com detalhes, e, tratando-se da modéstia no vestir, ele obviamente sabia do mal que uma roupa indecente podia causar em uma alma, pois vestes imodestas fornecem, com grande facilidade, perigos de tentação e ocasião de pecado para o próximo. “Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos”.
 
Histórias fascinantes sobre Padre Pio e a Confissão podem ser lidas aqui.
 
Possa São Pio de Pietrelcina interceder por todos nós, especialmente nestes tempos onde impera o respeito humano e em que muitos homens e mulheres não se importam mais com a decência de suas roupas nem com seus hábitos de vida. E que nossos sacerdotes possam ter em Pe. Pio o exemplo de dedicação e amor a Deus, às almas e à Igreja de Cristo, defendendo e ensinando com ardor a doutrina Católica ao povo de Deus, exercendo, assim, santamente seu ministério sacerdotal.
 
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!!

Comentários ( 5 )

    • Olá, Sr. Nelson!

      Acho que pouca gente sabe que dia 23 de Setembro é dia de São Pio de Pietrelcina, eu mesma só fui saber ano passado.

      Obrigada!! :D

      Fica com Deus! Salve Maria!

  • Gosto muito do Pe Pio. Sei que não sou ninguém para ir contra sobre algo que a Igreja já declarou (no caso dele a santidade). Porém acredito que no caso de não dar a absolvição para a logista trata-se de um assunto muito grave. Ela estava pedindo o perdão e queria isto de fato. E digamos que ela morresse logo após este pedido ser negado, sem dar tempo dela se disfazer das calças? Como seria?

    • Cara anônima, Salve Maria!

      Há certos casos em que o sacerdote tem a obrigação de negar a absolvição para não profanar o Sacramento da Penitência. Um desses casos é quando o sacerdote julga, por exemplo, que o penitente não quer se corrigir dos maus hábitos ou não quer fugir das ocasiões próximas de pecado.

      No que diz respeito a Pe. Pio, ele sabia exatamente o que estava fazendo. Veja, ele não confessava, de modo algum, mulheres que estivessem imodestamente vestidas e de calças compridas, e até as expulsava do confessionário, com grande razão! A imodéstia é causa de pecados. Como pode uma mulher vestir-se assim na fila da confissão, sem antes ter dado o passo inicial de mudança?

      Além do mais, São Pio de Pietrelcina tinha um dom sobrenatural que lhe permitia ver com exatidão o estado da alma e os pecados da pessoa que se confessava com ele, podendo, até mesmo, em certas circunstâncias, ver o futuro. Claro que isso, por dom e graça de Deus.

      Deixo, abaixo, a parte do Catecismo de São Pio X que trata justamente da absolvição no Sacramento da Penitência.

      Da Penitência: § 8º. Da absolvição

      Devem os confessores dar sempre a absolvição àqueles que se confessam?

      Os confessores devem dar a absolvição somente àqueles que eles julguem bem dispostos a recebê-la.

      Podem os confessores diferir ou negar alguma vez a absolvição?

      Os confessores não só podem mas devem diferir ou negar a absolvição em certos casos, para não profanar o Sacramento.

      Quais são os penitentes que se devem considerar mal dispostos e a quem se deve ordinariamente diferir ou negar a absolvição?

      Os penitentes que se devem considerar mal dispostos são principalmente: 1º. aqueles que não sabem os mistérios principais da Fé, ou não se importam com aprender os pontos da Doutrina Cristã que são obrigados a saber conforme o seu estado; 2º. aqueles que são gravemente negligentes em fazer o exame de consciência ou não dão sinais de dor e arrependimento; 3º. aqueles que não querem restituir, podendo-o, as coisas alheias ou a reputação roubada; 4º. aqueles que não perdoam de coração aos seus inimigos; 5º. aqueles que não querem empregar os meios para se corrigir dos seus maus hábitos; 6º. aqueles que não querem fugir das ocasiões próximas de pecado.

      Não há excessivo rigor da parte do confessor em diferir a absolvição ao penitente que ele não julga ainda bem disposto?

      Não. Não há excesso de rigor no confessor que difere a absolvição de tal penitente, porque não o julga ainda bem disposto; há antes caridade, pois procede como um bom médico, que tenta todos os remédios, ainda os desagradáveis e penosos, para salvar a vida ao doente.

      Deverá desesperar ou afastar-se inteiramente da confissão o pecador a quem se difere ou se nega a absolvição?

      O pecador a quem se difere ou se nega a absolvição não deve desesperar ou afastar-se inteiramente da confissão; mas deve humilhar-se, reconhecer o seu estado deplorável, aproveitar os bons conselhos que o confessor lhe dá, e assim pôr-se quanto antes em estado de merecer a absolvição.

      Que deve fazer o penitente quanto à escolha do confessor?

      O verdadeiro penitente deve encomendar-se muito a Deus para escolher um confessor piedoso, douto e prudente, e deve depois entregar-se às suas mãos, e submeter-se a ele como a seu juiz e médico.

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      Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã: Catecismo Maior de São Pio X. Edições Santo Tomás, 2005, p. 186-187.

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