Santa Margarida Maria Alacoque, Virgem – 17 de Outubro (Rito Tridentino)

17/10/2011 Festas Litúrgicas dos Santos Nenhum comentário
Santa Margarida Maria AlacoqueSanta Margarida Maria de Alacoque nasceu em 1647 na diocese de Autun. Fez, muito nova ainda, voto de virgindade perpétua, e aos vinte e três anos, entrou nas Visitandinas de Paray-le-Monial. Lá, escolhida pelo Senhor para mensageira do seu amor aos homens, teve as três grandes revelações que deram princípio ao admirável movimento da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Santa Margarida repousa sob uma laje no coro da capela das Visitandinas, à beira da grade onde se ajoelhara quando o Senhor lhe apareceu. Foi beatificada por Pio IX em 1864 e canonizada por Bento XV em 1920. O Papa Pio XI estendeu a sua festa à Igreja Universal.

MISSA – Introito. Cant 2, 3

SENTEI-ME à sombra daquele que desejara e o seu fruto é doce à minha boca. Sl. Como são amáveis, Senhor, os Vossos tabernáculos. A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor. V. Glória ao Pai.

Oração. — Senhor Jesus Cristo, que Vos dignastes revelar à bem-aventurada Margarida Maria as insondáveis riquezas do Vosso Coração, fazei por seus merecimentos que, amando-Vos, a seu exemplo, em tudo e sobre todas as coisas, mereçamos ter morada para sempre no Vosso divino coração. Vós que viveis e reinais.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolos aos Efésios (3, 8-9, 14-19). Irmãos: A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios as inesgotáveis riquezas de Cristo, e de manifestar a todos qual seja a comunicação do mistério escondido, desde o princípio dos séculos, em Deus, que tudo criou. Por esta causa dobro os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados na virtude, segundo o homem interior, pelo Espírito Santo, e que Cristo habite pela fé nos vossos corações, de sorte que, arraigados e fundados na caridade, possais compreender com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade; e conhecer também aquele amor de Cristo, que excede toda a ciência, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

Gradual (Cant 8, 7).  — As muitas águas não puderam extinguir a caridade, nem os rios a submergirão. V. A minha carne e o meu coração desfalecem. Sois o Deus do meu coração e a minha herança para sempre.

Aleluia, aleluia (Cant 7, 10). V. Eu sou do meu amado e para mim é que ele se volta. Aleluia.

Ofertório (Zac 9, 17). — Que tem de bom e de belo senão o trigo dos escolhidos e o vinho que faz germinar as Virgens?

Secreta. — Dignai-Vos aceitar, Senhor, os dons do Vosso povo e reacendei nele aquele fogo divino que, saindo do coração do Vosso Filho, abrasou tão vivamente a bem-aventurada Margarida Maria. Pelo mesmo Nosso Senhor.

Comunhão (Cant 6, 2). — Eu sou do meu amado e o meu amado é meu, ele que se apascenta entre os lírios.

Depois da Comunhão. — Havendo recebido, Senhor Jesus, os sagrados mistérios do Vosso corpo e sangue, humildemente Vos pedimos, por intercessão da bem-aventurada Margarida Maria, a graça de nos despojar das vaidades do século e nos revestirmos da mansidão e humildade do Vosso coração sacratíssimo. Vos que viveis.

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Missal Quotidiano e Vesperal: por D. Gaspar Levebvre. Bruges: Desclée de brouwer & Cie, 1957, p. 1678-1680.

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