Prática dos cinco primeiros sábados

“Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração”

A Irmã Lúcia de Fátima conta a Visão do Inferno da maneira seguinte:
“Vimos como que um mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhantes ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Esta vista foi um momento. E graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição). Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”
Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse, com bondade e tristeza:
“Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no Mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração…

… Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz…

… virei pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados.”
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Como praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados
Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa:
“Olha, minha filha – disse-lhe a Virgem Maria – o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado:
1) se confessarem,
2) receberem a Sagrada Comunhão,
3) rezarem um terço e
4) Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar,
Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.”
A Confissão
No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias.
“Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.”
Por que cinco sábados?
Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu:
“Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.
1ª. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2ª. Contra a sua virgindade;
3ª. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4ª. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5ª. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.”
(Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).
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Havendo motivo justo, qualquer sacerdote poderá transferir todas, ou algumas das condições para o domingo seguinte.
A 15 de fevereiro de 1926, Nosso Senhor explicou que a Confissão não tem necessariamente de ser no primeiro sábado, mas pode ser 8 dias antes ou depois, ou muitos mais ainda, contando que a Comunhão seja feita na Graça de Deus e com desejo de reparação.
A meditação pode ser feita sobre um ou vários Mistérios do Rosário, e juntar-se com o Terço, meditando 3 minutos antes de cada dezena.
O Terço é sempre meditado, pois sem meditação dos Mistérios não há Terço do Rosário; conclui-se portanto que para além do Terço há uma meditação de 15 minutos.
Durante essa meditação há a promessa duma Presença especial de Maria no nosso coração. Diretamente, Ela exprimiu-a assim: “Quem Me fizer companhia durante 15 minutos”. Por tal motivo, estes 15 minutos são dos mais ricos de todo o mês.
A recompensa prometida é a Presença de Maria à hora da morte com todas as graças que cada um precisa. Isto significa a graça da boa morte, perseverança final, ou, por outras palavras, a Salvação Eterna.
À luz do Dogma do Corpo Místico e da Comunhão dos Santos, esta devoção é aplicável primeiramente a quem a faz, e pode repetir-se, oferecendo-a por outros.
(Edição do Santuário de Fátima)
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A ser firmado depois de ter acabado a série dos cinco primeiros sábados em reparação das ofensas que se cometem contra o Imaculado Coração de Maria.
1º sábado de …………………………………………………….. de 20…………
2º sábado de …………………………………………………….. de 20…………
3º sábado de …………………………………………………….. de 20…………
4º sábado de …………………………………………………….. de 20…………
5º sábado de …………………………………………………….. de 20…………

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«A todos aqueles que durante 5 meses, nos primeiros sábados se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando os 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação de suas Almas». 
Fátima, 10-12-1925
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Fontes de pesquisa:
– Old.Fatima.Org. Acesso em 02 de setembro de 2011.
– Acnsf.Org.Br. Acesso em 02 de setembro de 2011.
– Movimento Rosário Permanente. Acesso em 02 de setembro de 2011.
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