Escapulário de Nossa Senhora do Carmo » A suicida que volta à vida

13/07/2011 Nossa Senhora do Carmo Nenhum comentário
Nas primeiras décadas deste século morreu uma Superiora das Irmãzinhas dos Pobres, em Paris. Quando viva, ela gostava de contar por que se fizera religiosa.
Falecendo-lhe o pai no interior da França, resolveu ir com a mãe para Paris, onde instalou um pequeno ateliê de costura. Muito trabalhadora e ajuizada, foi acumulando pequena fortuna. Então a mãe, já idosa, contraiu câncer. Para dedicar-se inteiramente à enferma, a quem muito amava, a filha fechou seu ateliê. depois de dois anos de cuidados, a mãe faleceu santamente. A dedicada filha viu-se então não somente só no mundo, mas também arruinada, porque tinha gasto todas as economias com a mãe.

Desesperada, resolveu dar cabo da vida. Numa noite, trancou as portas e janelas de seu quarto e acendeu um braseiro cheio de carvões, para morrer por asfixia.

Pelas cinco horas da manhã, providencialmente uma amiga do interior, que chegava a Paris, bateu à sua porta. Como ninguém respondesse, sentindo cheiro de fumaça, com a ajuda de vizinhos conseguiu arrombar a porta encontrando a jovem morta.
Nesse momento, também, providencialmente, entrava no mesmo prédio para atender um doente o célebre Dr. Récamier, médico, devotíssimo da Virgem Maria e um verdadeiro apóstolo. Declarou ele que nada mais havia a fazer, pois a jovem estava morta, e bem morta.
Mas, de repente, viu que ela portava o Escapulário do Carmo. — Não, senhores, não — exclamou ele. Esta mulher não pode estar morta, pois leva o Escapulário, e nenhum suicida logra morrer, mesmo que se empenhe, quando traz consigo esse valioso auxílio.

Começou então a fazer massagens no corpo inanimado, mas tudo inútil. Pediu que trouxessem dois bastões e fossem batendo levemente no estômago da falecida, enquanto observava se havia qualquer reação. Nenhum sinal de vida. O Dr. Récamier, no entanto, recusava-se a dar-se por vencido, confiando no poder do Escapulário.
Passada uma hora desse tratamento, ilumina-se-lhe o rosto, uma lágrima rola, e ele exclama: — Começa a voltar a vida a este corpo! Bem que eu dizia: Nossa Senhora do Carmo não podia deixar morrer assim quem portava seu escapulário!

Confusos, atônitos, espantados, os circunstantes entreolhavam-se sem entender nada, pois todos tinham perdido qualquer esperança. Finalmente, a que julgavam morta foi se recuperando, até depois alcançar perfeita saúde. Para expiar seu tremendo pecado, entrou em religião, bendizendo todos os dias de sua vida aquele Escapulário que a salvara da perdição eterna[1].
[1] El Siglo Futuro, Madrid, 15 de julio de 1929. Apud ENCICLOPEDIA DEL ESCAPULARIO, pp. 196-198.
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SOLIMEO, Plinio Maria. A grande promessa de salvação: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. São Paulo: Artpress, 2006, p. 13-15.

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