Milagres de Santo Antônio – “O Dote”

Vivia em Nápoles uma viúva que tinha uma filha de grande beleza, mas extremamente pobre, e não podia casá-la por falta de dinheiro para o dote.

Eram pessoas de boa origem, mas não tinham como viver decentemente.
A mãe, oprimida pela pobreza e desejosa de recuperar o prestígio social, determinou prostituir a filha e fez a esta a seguinte proposta infame: “Menina, nada desonra tanto no mundo como a pobreza. De que nos servem nossos títulos de nobreza se nossa indigência nos sujeita ao desprezo da sociedade? Só a tua beleza nos pode livrar. Vai entregar-te aos rapazes ricos que te galanteiam, porque não há outro remédio”.

A pobre moça, que era de bom caráter, ficou estupefata diante do que a desavergonhada mãe lhe dizia.

Começou a invocar Santo Antônio com fé e confiança. Uma tarde, quando entrou no convento de São Lourenço, onde se venera uma imagem milagrosa do Santo, ajoelhou-se e, em lágrimas, suplicou: “Meu bom Santo Antônio, eu de nenhum modo quero perder a pérola da virgindade com ofensa a Deus. É minha desalmada mãe que me arrasta para o caminho da perdição e da desonra. Socorrei-me! Coloco-me sob vossa proteção, ó puríssimo defensor da virtude da castidade”.
Mal acabara de formular essa prece quando o Santo lhe estendeu o braço e lhe entregou um papel, dizendo: “Vai à casa do Sr. X e entrega-lhe este bilhete”. Tratava-se de um rico negociante, muito conhecido na cidade.
O bilhete continha estas palavras: “Dareis à mulher que vos apresentar este papel, para o seu dote, o peso deste mesmo papel em moedas de prata. Saudações. Santo Antônio”.
A jovem, cheia de esperança e reconhecimento, correu a entregar o bilhete de Santo Antônio ao rico negociante. Este se pôs a zombar dela, dizendo: “Só o peso desta folhinha de papel?! Por certo vosso noivo se contenta com bem pouco. Vamos já satisfazê-lo”.
E colocou o papel num dos pratos da balança, pondo no outro uma pequenina moeda de prata, certo de que já pesaria mais do que o papel. Como o outro prato nem se moveu, colocou uma segunda moeda, e mais outra, e mais outra…

Para sua grande confusão, somente quando tinha colocado 400 escudos de prata a balança se equilibrou.

Foi nesse momento que o negociante se recordou de que havia outrora prometido a Santo Antônio dar-lhe 400 escudos de prata, e nunca havia cumprido a promessa. O Santo viera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso.
A feliz jovem pode então casar-se honestamente, de acordo com a sua condição social.
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BRITO, Pe. Fernando Tomás de. Vida e milagres de Santo Antônio. 3ª. Edição. São Paulo: Artpress, 2007, p.92-94.


Comentários ( 5 )

  • olá Melissa; conheço uma historia parecida c/essa! Conta que uma idosa senhora pobre que foi ao açougue pedir carne ; que ela não tinha para alimentar-los seus filhos. O açougueiro então deu a carne a senhora que necessitava. Então a senhora agradeceu e disse que ia a missa rezar pela intenção dele. Portanto o açougueiro incrédulo disse a idosa senhora que a açougueiro)é traria o papel para ele . A senhora foi a missa; e voltou ao açougue com seu papel. Então o açougueiro disse que ia pesar o papel da senhora , para provar que um papel não valeria nada. Trouxe a balaça e colocaste um osso e o papel ; é o apapel tinha pesado mais que um pequeno osso. O açougueiro ficou sem entenderer por que o osso tinha pesado e ainda não acreditando trouxe uma carne bem maior que um osso colocou na balaça, é ocorreu mesmo milacre o papel da idosa senhora estava pesado mais que a carne. É o açõugueiro mesmo sem entender estava vendo próprios olhos que a missa tinha valor maior que a carne. É o açõugueiro se converteu e iria sempre dar carne a idosa senhora, é participar das missas, é enfim a idosa morreu mas um filho dela tornou padre é tinha esse testemunho da mãe e tinha sempre a consciência de celebrar a santa missa que tem um valor não finito mas uma valor infinito… É um pequeno resumo do livro que fala sobre sacramento da Eucarístia, que tinha lido no ônibus p/um homem desconhecido, que até vir que era depedente de alcool, é ele disse p/mim que gostava de ler é me pediu o livro p/ele ler, e por caridade dei a ele, é disse para ler mesmo o livro…Marília

  • desculpa-me pelo erro da gramática , ném corrir antes para enviar…
    mas espero que entendeu, só foi essa lembraça que ficou do livro, é um livro que conta os milagres da Eucaristia.

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