Lista Negra: Músicas desaprovadas para serem tocadas na Igreja

Por Melissa Bergonso

Prezados leitores, Salve Maria!

Trago aqui algo interessante sobre músicas a serem tocadas na Igreja, que quase ninguém tem conhecimento. Eu mesma fui ter conhecimento sobre isso somente este ano por meio de um leitor que, depois de visitar meu website pessoal e ao ver algumas músicas que eu mesma tinha listado lá sem ter ciência de que eram proibidas, entrou em contato comigo e me alertou.

A maioria das pessoas não sabem, mas várias músicas não podem ser tocadas na Igreja. Várias delas são muito conhecidas e são frequentemente tocadas em casamento, como, por exemplo, as Marchas Nupciais de Mendelsohn, Wagner, e, pasmem, até mesmo as Ave Marias de Bach-Gounod e de Schubert, entre outros compositores. O motivo da desaprovação dessas músicas – e tantas outras – é muito simples e totalmente plausível: as músicas não foram feitas para serem tocadas na igreja, primeiramente porque fogem ao estilo sacro claramente explicado por São Pio X em seu Motu Proprio sobre a Música Sacra Tra Le Sollicitude, e em segundo lugar porque essas músicas foram compostas sobre estilos profanos, sobre melodias operísticas e de ballets. Como disse São Pio X: “o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra, podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo”. Essa é a regra para QUALQUER música tocada dentro da Igreja!

Segue abaixo o documento que eu traduzi. Perdoem-me por algum eventural erro de tradução. Caso alguém os detecte, por favor, não hesite em me avisar!

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LISTA NEGRA: MÚSICAS DESAPROVADAS

Na Convenção da Sociedade de São Gregório da América, acontecida em Rochester, Nova York, de 4 a 6 de Maio de 1922, foi autorizada a publicação de uma lista de músicas em desacordo com o Motu Proprio. Os trabalhos dos seguintes compositores e das particulares composições listadas abaixo são claramente contrárias aos princípios enunciados nos documentos publicados pelo Papa Pio X e pelo Papa Pio XI.

Ao preparar esta seção foi considerado suficiente mencionar os títulos de apenas alguns dos Hinários, Livros de Coro, etc. censuráveis “mais populares” ainda encontrados em muitas galerias de coros de Igrejas.

Seria manifestamente impossível imprimir uma lista completa de todos os trabalhos que se enquadram nesta categoria. O propósito da Sociedade é chamar a atenção para o tipo de composição que é claramente oposta aos princípios do Motu Proprio.

Todas as Missas dos seguintes compositores:

– Ashmall
– Battmann
– Bordese
– Brown (Will. M. S.)
– Concone
– Corini
– Durand
– Farmer
– Ganss
– Giorza
– Generali
– Kalliwoda
– Lambillotte
– La Hache
– Lejeal
– Leonard
– Loesch
– Leprevost
– Marzo
– Mercadante
– Merlier
– Millard
– Poniatowski
– RoSewig
– Silas
– Stearns
– Turner
– Wiegand

De Charles Gounod, as seguintes Missas são desaprovadas:

– St. Cecilia
– Sacred Heart (Sagrado Coração)
– De Paques (No. 3)

O valor musical das composições religiosas de Mozart, Joseph Haydn, Schubert, G. Rossini, C. M. von Weber não entram na questão. A exceção tomada é puramente sua inconveniência litúrgica de acordo com os princípios descritos no Motu Proprio de Pio X, e na Constituição Apostólica de Pio XI.

Todas as Vésperas e Salmos de:

– Aldega
– Brizzi
– Capocci
– Cerruti
– Corini
– Generali
– Giorza
– Lejeal
– Marzo
– McCabe
– Mercadante
– Millard
– Moderati
– Stearns
– Wiegand
– Zingarelli

As Missas de Réquiem de:

– Cherubini
– Madonna
– Giorza
– Ohnewald
– Wiegand

Hinos e Livro de Coros:

– Hinário de São Basílio (St. Basil’s Hymnal) (todas as edições, desde dezembro 1946)
– Hinários Berge (Berge Hymanls)
– Cantica Puerorum, Eduardo Marzo
– Laus et Preces, Eduardo Marzo
– Collections for Sodalists, A. H. RoSewig
– Concentus Sacri, A. H. RoSewig
– Catholic Choir Book, P. Giorza
– Catholic Choir Manual, G. M. Wynne
– Salve, Volume I, P. Giorza
– Gloria, Volume II, P. Giorza
– Laus Deo, Volume III, P. Giorza

Hinários de Capela:

– Catholic Youth’s Hymn Book, Christian Brothers
– May Chimes, Srs. Notre Dame
– Peter’s Class Book
– Peter’s Catholic Harmonist
– Peter’s Catholic Harp
– Peter’s Sodality Hymn Book
– Sunday School Hymn Book
– Vade Mecum, Kelly
– Werner’s Collection of Seven Pieces
– Wreath of Mary


Músicas diversas desaprovadas

Stabat Mater – Rossini: Todas as composições de Rossini deveriam ser excluídas do coro Católico. Estas obras são excomungáveis, no mínimo. O “Stabat Mater” é a mais repreensível do ponto de vista litúrgico.

Regina Coeli – P. Giorza: Todas as composições de P. Giorza deveriam ser eliminadas do repertório dos coros Católicos. O compositor escreveu quaisquer números de “Ballets”. Ele não mudou absolutamente nada deste estilo quando ele colocou palavras sagradas nestas melodias seculares. O pior exemplo deste estilo “Ballet” na igreja é o acompanhamento musical de “Regina Coeli”, o qual, triste em relatar, é ainda cantado em muitas de nossas igrejas.

Jesu Dei Vivi – G. Verdi: Tirada da ópera “Átila”, este número é outro favorito entre os coros Católicos. Verdi não o escreveu para ser usado na igreja, mas para uma de suas óperas. Ele seria o primeiro a objetar seu uso nesta presente forma, uma vez que não é conveniente, nem adequado.

As Ave Marias de:
– Luzzi
– Millard
– Verdi
– Bach-Gounod
– Mascagni
– RoSewig
– Lambillotte
– Schubert
– Kahn, etc.

Todos os arranjos musicais e adaptações de Melodias Operísticas, tal como o Sexteto de “Lucia de Lammermoor”, Quarteto do “Rigoletto”, árias do “Tannhauser”, “Lohengrin”, “Othello”, etc.

Salve Regina, C. Henshaw-Dana

Todas as composições de Bordese

Canções em inglês:
– “At Dawning”
– “The End of a Perfect Day”
– “Face to Face”
– “Beautiful Isle of  Somewhere”
– “O Promise Me”
– “I Love You Truly”
– “There’s a Beautiful Lang on High”
– “Like a Strong and Raging Fire”
(Vacant Chair – Cátedra Vacante)
– “Juanita”

Hinos:
– “Good Night, Sweet Jesus”
– “Mother Dearest, Mother Fairest”
– “Mother dear, O pray for me”
– “Mother at your feet is Kneeling”

Marchas Nupciais:
– De “Lohengrin” – R. Wagner
– De “Midsummer Night’s Dream” (Sonho de uma noite de verão) – F. Medelssohn

Nota: a Sociedade de São Gregório, nesta convenção acontecida em Rochester, Nova York, de 4 a 6 de Maio de 1922, registrou um enfático protesto contra os esforços feitos por certos editores de Música da Igreja Católica para criar a impressão de que “edições revisadas” de Missas de Mozart, Haydn, Schubert, Weber, Gounod, Millard, Giorza, Farmer, Kalliwoda e outros compositores de escolas operísticas foram editados em conformidade com as exigências do Motu Proprio.

Porque um certo número de repetições foram eliminadas a partir destes trabalhos inaceitáveis não significa que eles são modificados, através deste processo, em composições litúrgicas. Nenhuma quantidade de revisão, edição ou corte pode criar uma composição devocional de um trabalho que é intrinsecamente de caráter secular. O Papa Pio X, em seu Motu Proprio, fez uma clara distinção entre o estilo sacro e o estilo secular.

A tentativa de certos editores de “enganarem” um público crédulo, utilizando de forma indiscriminada a legenda “Em conformidade com o Motu Proprio”, merece a condenação de todos os amigos da arte litúrgica. Um exemplo flagrante desta tentativa de enganar os inocentes é encontrada na publicação da canção popular “Silver Threads Among the Gold (Entre os Fios de Prata e Ouro) assim como em “Ave Maris Stella”, sob a legenda de “Em conformidade com o Motu Proprio”.

O que a Sociedade de São Gregório condenou em matéria de música anti-litúrgica aplica-se aos hinários chamados Hinários Revisados, que mereceram a desaprovação das autoridades simplesmente porque os compiladores e editores optaram por ignorar as claras recomendações contidas no Motu Proprio.

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Comentários ( 31 )

  • Ola Melissa. Essas músicas estão desaprovadas para serem cantadas na igreja ou nos momentos liturgicos? Fiquei com essa duvida, pq aqui na Europa por exemplo há muitos concertos feitos dentro das igrejas, onde são tocadas alem de música sacra, tb musica classica profana, isso está certo? Ou é mais um absurdo q permitem q se façam em nosssas igrejas? A Paz.

  • Oi, Taiana, Salve Maria!

    Eu penso que essas permissões para recitais e espetáculos dentro das Igrejas, sejam para músicas sacras ou para músicas profanas, são abusos cometidos, pois a Casa de Deus é local para adoração e oração, não para shows e entretenimento alheio.

    Quase ninguém gasta uma hora do seu tempo adorando Jesus na Santíssima Eucaristia, mas para ver esses “recitais” é capaz de lotarem a Igreja. Neste sentido, a quem as pessoas estão indo prestigiar, Nosso Senhor Jesus Cristo ou o Coro e a Orquestra?

    São Pio X disse que “uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo. Portanto, nenhuma música anti-litúrgica deve ser tocada dentro da Igreja, e muito menos devem ser feitos espetáculos em seu interior. Além desse tipo de coisa não ter lugar dentro da Casa de Deus, elas podem até mesmo ser causa de profanação, pois provocam barulhos, conversas, palmas etc. onde devemos ter extremo zelo e respeito, manter-nos em oração e guardar silêncio absoluto: “Mas o Senhor reside em sua santa morada; silêncio diante dele, ó terra inteira!” (Hab 2, 20).

  • Nossa, imagina se fosse hoje…Quantas músicas seriam desaprovadas!
    Sinceramente, eu não saberia diferenciar tudo isso, será que os padres sabem?
    Será que os padres são cientes desse documento e o estudam no seminário?

  • Olha, Giselle, eu penso que antes de eles saberem este documento, eles deveriam estudar o Motu Proprio sobre a Música Sacra Tra Le Sollicitude, feito por São Pio X, pois ele é a base de qualquer música Litúrgica Católica. Aliás, esse documento das músicas desprovadas foi redigido em cima desse Motu Proprio de São Pio X.

    Infelizmente, alguns sacerdotes estão mais preocupados em estudar o que “atrai a juventude”, não importa se for axé, baião, até mesmo o rock (que de cristão não tem nada pois é um ritmo puramente sensual). Na infeliz idéia deles, o que “importa” é ter as Igrejas entupidas, pouco importando o bem das almas… O maior – e mais lamentável – exemplo disso são as tais Missas “Pré-Baladas”…

  • Olá! Todas as será que todas as missas de compositores de óperas, são ruins. Não existem exceções? Pois, as aprecio muito e sempre pensei que pudessem ser tocadas na igreja.

  • Olá, Gustavo, Salve Maria!

    Não é que as Missas de compositores de ópera são ruins, o problema é que liturgicamente elas são inadequadas. Não se questiona a beleza das músicas em si, mas a adequação litúrgica das mesmas. Veja o que o próprio texto diz acerca disso:

    “O valor musical das composições religiosas de Mozart, Joseph Haydn, Schubert, G. Rossini, C. M. von Weber não entram na questão. A exceção tomada é puramente sua inconveniência litúrgica de acordo com os princípios descritos no Motu Proprio de Pio X, e na Constituição Apostólica de Pio XI.”

    Eu também acho fantásticas as Missas de Mozart, por exemplo, mas elas não se enquadram nas normas litúrgicas da Música Sacra contidas no Motu Proprio de São Pio X. É por este motivo que não se pode tocar esse tipo de composição nas Missas. Como diz São Pio X: “o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra, podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo”.

    Espero ter respondido sua questão. Fica com Deus!

  • Obrigado por responder. Li o Motu proprio sobre música sacra de São Pio X, e vi que compositores como Mozart e Beethoven realmente compunham Missas- Óperas totalmente inadequadas para a igreja. Mas, me parece que algumas composições como este agnus dei http://www.youtube.com/watch?v=XvgoPn8IhQQ&feature=related de Haynd ou Ave Verum Corpus de Mozart, são músicas adequadas para a igreja. Sem longos prelúdios, interlúdios e solos. Creio que eles mesmo compondo Missas-Ópera, pelo menos em algumas de suas composições comporam obras religiosas e não operísticas, e com a diferença de ter uma orquestra apenas acompanhando a obra sacra.

  • Olá, Gustavo!

    Esse Agnus Dei de Haydn é muito bonito, mas eu particularmente penso que ele não é adequado para a Missa, e digo isso por causa do seguinte: analisando a música [de uma forma geral], pode-se observar que ela tem alguns pequenos interlúdios, que não são um problema em si, mas que causam uma “quebra” na fluidez musical. Esta música, por ser tonal, possui muitos pontos de tensão, fazendo com que o ouvinte fique esperando a resolução musical e isso, de certa forma, tira a capacidade de recolhimento interior da pessoa no momento em que ela precisa estar em oração e “desligada” do mundo para estar absorta somente em Deus. Quanto à Ave Verum Corpus de Mozart, penso que ela é mais propícia para a Missa, ainda que não seja a ideal [ideal é o canto gregoriano e a polifonia clássica ao modo Palestrina]. Embora ela também seja uma música tonal, ela possui uma certa fluidez musical e suas passagens harmônicas são mais macias, permitindo ao ouvinte ouvi-la e ao mesmo tempo manter seu recolhimento interior.

    Obviamente, essa é uma opinião minha, e estou apenas defendendo minha “tese” me baseando no que eu conheço sobre música. Ainda não fiz um estudo sobre isso, mas às vezes penso nesta capacidade que a música possui de permitir nosso recolhimento interior ou então de dissipá-lo. É evidente que o canto gregoriano e a polifonia clássica ao modo Palestrina propiciam o recolhimento interior que uma alma precisa quando está assistindo à Santa Missa, só não sei explicar ainda o porquê disso [cientificamente], mas seria muito interessante sabê-lo!

    Fica com Deus! Salve Maria!

  • Olá Melissa, Salve Maria!

    Tomei conhecimento da lista de músicas desaprovadas feita pela Sociedade de S. Gregório através do seu blog. Parabéns pela iniciativa!

    Uma dúvida apenas me restou após ler a postagem.

    Sabe dizer se a lista de condenações foi ratificada pela Congregação dos Ritos, ou pelo respectivo órgão da Cúria existente à época?

    A minha dúvida está relacionada com a força vinculante dessa lista. Em outras palavras, o católico é obrigado a obedecer a lista ou se trata de um aconselhamento (muito legítimo, por sinal) feito por um sociedade de música sacra?

    In corde Iesu et Mariae.

    • Olá, João Paulo, Salve Maria!

      Eu pesquisei e não consegui encontrar, pelo menos não na net, algo sobre a ratificação desta lista advinda da Congregação dos Ritos ou do respectivo órgão da Cúria existente na época. Em todo caso, eu penso que é de bom senso os católicos obedecerem a estas proibições. Digo isto porque o objetivo da desaprovação dessas músicas tem a ver com a função litúrgica que a música desempenha na Igreja Católica.

      As músicas reprovadas listadas pela Sociedade de São Gregório estão na “lista negra” justamente porque não se enquadram nas normas litúrgicas da música sacra codificadas por São Pio X em seu Motu Proprio Tra le Sollicitude.

      Pio XII escreveu uma Encíclica sobre a Música Sacra chamada Musicae Sacrae Disciplina, e eu penso que ela serve de ratificação para essa “lista negra” criada pela Sociedade de São Gregório. Diz Pio XII:

      “A ninguém, certamente, causará admiração o fato de interessar-se tanto a Igreja pela música sacra. Com efeito, não se trata de ditar leis de caráter estético ou técnico a respeito da nobre disciplina da música; ao contrário, é intenção da Igreja que esta seja defendida de tudo que possa diminuir-lhe a dignidade, sendo, como é, chamada a prestar serviço num campo de tamanha importância como é o do culto divino.
      […]
      Essas leis da arte religiosa vinculam com ligame ainda mais estreito e mais santo a música sacra, visto estar esta mais próxima do culto divino do que as outras belas-artes, como a arquitetura, a pintura e a escritura; estas procuram preparar uma digna sede para os ritos divinos, ao passo que aquela ocupa lugar de primeira importância no próprio desenvolvimento das cerimônias e dos ritos sagrados. Por isso, deve a Igreja, com toda diligência; providenciar para remover da música sacra, justamente por ser esta a serva da sagrada liturgia, tudo o que destoa do culto divino ou impede os féis de elevarem sua mente a Deus.
      […]
      Deve [a música sacra] ser “santa”; não admita ela em si o que soa de profano, nem permita se insinue nas melodias com que é apresentada. A essa santidade se presta sobretudo o canto gregoriano […].”

      As músicas reprovadas pela Sociedade de São Gregório são oriundas de obras profanas, como óperas, ballets, entre outras, então é bem plausível e de bom senso não tocá-las dentro da Igreja, nem em ofícios litúrgicos.

      Espero ter respondido sua pergunta!

      Fica com Deus e obrigada pela visita!

  • O mein lieber Gott!
    Desculpem a expressão, mas quanta “baboseira” nisso tudo.
    Eu comecei a cantar num Coro de Igreja e sempre interpretei tudo que é tipo de música: erudita, sacra, grandes compositores…
    Tenho 66 anos (e canto ainda!)e acho essas proibições ridículas!Claro que não vamos levar às Igrejas músicas do Michel Teló, por exemplo e nem sertanejo de qualquer tipo, hip hop, rap, etc.
    Mas músicas sérias de Mozart, Beethoven, Bach, Gounod…Vamos combinar: o pessoal que fez essa lista, bem que poderia ocupar seu tempo em coisas mais edificantes.
    Abraço

    • Prezado Sr. João Luiz, Salve Maria.

      Sinto em lhe dizer, mas experiência em Coro de Igreja não é argumento válido para debochar da Sociedade de São Gregório. Como o senhor mesmo pode verificar, eles mesmos dizem o seguinte: “O valor musical das composições religiosas de Mozart, Joseph Haydn, Schubert, G. Rossini, C. M. von Weber não entram na questão. A exceção tomada é puramente sua inconveniência litúrgica de acordo com os princípios descritos no Motu Proprio de Pio X, e na Constituição Apostólica de Pio XI”. Portanto, ninguém está questionando a beleza ou seriedade das obras desses compositores, é a inconveniência litúrgica que exclui suas músicas de serem tocadas em funções litúrgicas na Igreja. Se o senhor ler os documentos sobre música sacra de Pio X, Pio XI e Pio XII vai entender o porquê disso. Posso lhe assegurar que, de modo algum, esses documentos papais contêm baboseiras.

      Fica com Deus.

  • Poxa, legal ver esse conteudo, quero me casar com a minha namorada, e com o rito extraordinario, e nao sabia que essas versoes de Ave Maria eram seculares. Mas qual Ave Maria posso colocar, sem ser essa http://www.youtube.com/watch?v=FZ0_gdMJ6u8 que voce colocou no outro post? Nao teria uma maior para o casamento?
    Obrigado, a Paz de Cristo Melissa

  • Cara Melissa,

    Salve Maria!

    Gostaria de dizer que o seu post sobre música e casamento é praticamente único na internet e presta um serviço imenso. Meus parabéns! Vou me casar em Rito Tridentino em abril de 2013 e estou cuidando para que a cerimônia seja extremamente sacra, com uso de melodias em órgão de Merulo, gregoriano para o próprio, polifonia sacra (Palestrina) para o ordinário e hinos como Ave Maris Stella de Perosi e outros hinos desse calibre para o ofertório e a comunhão. Meu problema, no entanto, é a marcha nupcial. Ninguém tira da cabeça de minha noiva que ela precisa entrar com a breguíssima marcha do Mendelssohn. Preciso de uma música maravilhosa, bela, sacra e extremamente convincente para mostrar a ela que existem outras opções muito melhores do que aquela. Vi as suas sugestões para marcha nupcial no post anterior sobre o rito do Matrimônio, mas aquelas músicas não a convenceram. Você teria, por acaso, outras sugestões para me dar? Muito obrigado! Paz e bem! Rafael

    • Oi Rafael! Salve Maria!

      Que bom saber que mais um casal vai se casar no Rito Tridentino! Que Deus abençoe seu matrimônio!!

      Infelizmente, eu não conheço outras músicas para servirem de Marcha Nupcial. Mas se por acaso eu encontrar alguma que estiver de acordo com as normas litúrgicas, volto a lhe escrever aqui.

      Fica com Deus!

  • Cara Melissa,
    Que surpresa descobrir essa “lista negra”, durante minha pesquisa sobre músicas para o casamento de minha filha. Li tudo o que vc escreveu sobre as músicas não recomendadas, mas como total leiga no assunto, ainda fiquei com algumas dúvidas e gostaria de te perguntar. As músicas abaixo se enquadram no critério de músicas mundanas? Grata, Ligia.
    – Cantate Dominum
    – Outono de Vivaldi
    – Aria de 4 cordas
    – Divertimento de Saint Preux
    – Jesus Alegria dos Homens.

    • Olá, Ligia!

      Hmmm… eu não diria que essas músicas se enquadram exatamente na categoria de “música mundana/profana”, mas posso dizer que nenhuma dessas músicas são litúrgicas. Assim, eu aconselho que, se possível, você escolha outras músicas, ao estilo do canto gregoriano ou da polifonia clássica (ao modo Palestrina), para o casamento da sua filha. Na tag “Música e Matrimônio” tem alguns artigos com sugestões de música para casamento. Espero que possa lhe ajudar. Mas se houver mais dúvidas, me escreva!

      Fica com Deus!
      Salve Maria!

  • Melissa Salve Maria!
    Parabéns pelo blog que é muito importante para quem esta a procura de boas musicas para serem tocadas na cerimônia do casamento.
    Estou com muita dificuldade de escolher as musicas para meu casamento, apesar de casar no rito novo gostaria que todas as musicas fossem litúrgicas portanto você poderia me mandar uma lista com algumas ave marias e musicas polifônicas além das já sugeridas por você no post musica e matrimônio?
    IN CORDE JESU SEMPER!
    Giane

    • Olá, Luiz!

      Eu, na realidade, só conheço duas composições dele: a “Anima Christi” e a “Magnificat”. A “Anima Christi é belíssima, segue mais ou menos o estilo da versão gregoriana. Essa, em minha opinião, pode ser tocada tranquilamente em Casamentos. Já a “Magnificat”, também belíssima, é estilo concerto, portanto, eu aconselho a não cantá-la em cerimônias litúrgicas. Com relação a outras composições do Marco Frisina, eu teria que ouvir para dar algum parecer.

      Fica com Deus! Salve Maria Puríssima!

  • Olá Melissa, irei me casar no Rito Antigo, mas gostaria de entrar com a Ave Maria de Caccini, acha ser impróprio para casamento ser cantada essas Ave Maria aí exposta por você?

    • Olá, Érica! Salve Maria!
      Seria mais adequado se, para sua entrada, fosse tocada/cantada outra música mais próxima ou do gregoriano ou da polifonia clássica estilo Palestrina, já que o Rito Antigo requer estes estilos, que são próprios para a liturgia. Essa Ave Maria de “Caccini” é até bonita, mas nem sei exatamente para quê foi composta. Há até mesmo divergência quanto ao compositor da época…
      Fica com Deus!! E que Deus abençoe seu Matrimônio!!

  • Olá Melissa,
    A Ave Maria de Mendelssohn pode ser utilizada para entrada da noiva?

    • Oi Chiara!
      É a Op. 23 no. 2 para oito vozes? Na minha opinião, sim, ela é muito bonita. Só tenha o cuidado de não estender a música depois que a noiva chega ao altar. Se você for a noiva, Deus abençoe seu matrimônio com muitos filhos!!! ^_^
      Fica com Deus!!
      Salve Maria Imaculada!!

  • http://ArqRio.org/curia/musicas_casamento
    “IV – AVE-MARIA E MARCHAS NUPCIAIS
    Algumas composições como:
    ─ Ave-Maria, de Schubert e Gounod
    ─ Marchas Nupciais, de Mandelsohn e Wagner,
    … Todavia, tais composições perduraram no costume dos povos, atravessando mais de um século, e tornaram-se verdadeiros “sinais litúrgicos” (quando se ouve o início da marcha nupcial de Mendelsohnn, logo vem a mente a imagem de um casamento). Estão hoje desprendidas do contexto original para o qual foram criadas. Por isso, poderão ser incluídas entre as composições toleradas.”

    • Olá, Francisco!

      Eu publiquei este artigo tendo em vista as pessoas que desejam se casar no Rito Antigo. Tocar uma Marcha Nupcial não vai afetar a cerimônia, mas, liturgicamente falando, não é a música mais adequada ao Rito Tridentino.

      Um abraço! Salve Maria Imaculada!

  • A Igreja Católica sempre andando pra trás em tudo. Usar o canto gregoriano como base pra música que pode ou que não pode é puro obscurantismo, é ignorar um milênio de música que veio depois disso. E por que? Porque é modal e causa tensão? E será que numa cerimônia de celebração (casamento) as pessoas precisam mesmo estar tão absortas? Não é também um momento de júbilo? Há tanta coisa pra se levar em conta, mas simplesmente um grupo de religiosos resolve decidir algo arbitrariamente e ainda tem gente, quase 100 anos depois dessa decisão retrógrada, que ainda quer espalhar essas regras medievalescas no mundo. Que as pessoas comemorem e se liguem a Deus com as músicas que lhes tocam a alma, não com músicas do primeiro milênio por pura imposição.

    • Prezada Elisa,

      Andando para trás está quem emite uma opinião sem antes conhecer o assunto. O canto gregoriano nunca deixou de ser a música litúrgica da Igreja Católica. As músicas que são hoje tocadas na maioria das paróquias, com seus ritmos esdrúxulos e frenéticos, são fruto da ignorância de muitos e da rebeldia de outros em seguir o que a Igreja sempre recomendou e ensinou.

      A Igreja Católica nunca ignorou o “milênio de música” que veio depois do Canto Gregoriano, tanto que a Polifonia Clássica ao modo Palestrina e Tomás Luís de Victoria (período renascentista) são muito bem vindas à liturgia católica. O que a Igreja se certificou de fazer foi dar normas e diretrizes para que fossem feitas músicas adequadas à liturgia da Santa Missa, e o canto gregoriano se enquadra perfeitamente por não conter muita tensão musical e por elevar o espírito de uma forma serena e suave, não com impulsos sentimentais como fazem as músicas modernas e profanas.

      Graças a Deus que há muita gente que luta pelo canto gregoriano na Igreja! Porque essa vergonha alheia que fazem hoje em dia nas paróquias é digna de pena e também de revolta.

      Música que verdadeiramente toca a alma é a música que eleva a Deus, e não música que desperta algum “sentimento meloso” como a maioria das músicas compostas hoje em dia, que são feitas com ritmos e harmonias sensuais e molengas, que amolecem e obscurecem as almas levando a uma fé sentimental. Fé não é um sentimento! É a adesão da inteligência e da vontade às Verdades reveladas.

      E viva a Idade Média! Foi nesse período que houve grandes santos, que surgiram as universidades, que o conhecimento começou a se tornar mais acessível àqueles que tinham talento e intelecto para tal.

      Estude um pouco os documentos da Igreja sobre a música sacra: Motu Proprio Tra le Sollicitude, de Pio X, e Carta Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, de Pio XII. Saia do patamar da ignorância. Eleve seu conhecimento ;-)

      A paz!​

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