Dar à luz ou não » A farsa do site BirthOrNot!

Por Melissa Bergonso

Prezados leitores, Salve Maria!

É impressionante como tem pessoas que brincam com valores sérios, e pior, com a questão da vida de maneira tão banal e mesquinha. Recentemente eu postei sobre aquela enquete de votação do aborto que um casal americano estava fazendo em seu website para “decidir” se abortavam o filho ou deixavam-no nascer. O fato noticiado em si já é absurdo e descabido, totalmente reprovável e indefensável. Agora, o absurdo maior – talvez menor (?) – é que na realidade tudo isso não passou de uma farsa.

Alguém pode dizer “que bom que foi apenas uma brincadeira”, mas o fato é que fazer uma brincadeira com algo tão sério – que é a vida de um bebê ainda por nascer – é gravíssimo, e denota falta de senso das pessoas com relação ao respeito à vida, que é sagrada e é dom de Deus!

Brincadeira ou não, publicidade ou não, isso não se faz. Não há nada que justifique uma “brincadeira” [farsa, golpe ou seja lá como queiram chamar] dessas.

Agradeço à minha amiga Patrícia Medina, por ter me comunicado sobre a farsa do site BirthOrNot.

Segue a reportagem, publicada no site LifeNews[1]. Qualquer erro de tradução me comuniquem, por favor.

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O marido por trás do site BirthOrNot admite a farsa da votação do aborto
O marido por trás do website BirthOrNot – que causou uma controvérsia internacional por causa de uma votação sobre o aborto – agora admitiu que o website era uma farsa.
Pete e Alisha Arnold montaram o website sob a alegação de que eles eram discordantes acerca da decisão sobre se fariam um aborto e tirariam a vida de seu filho de 17 semanas ainda por nascer ou se dariam à luz ao bebê.
Em novos comentários à CNN, Pete Arnold disse que sua esposa apóia a legalização do aborto, mas ele admitiu que o casal colocou o website no ar sabendo que eles nunca pretendiam recorrer a um aborto.
Pete também admitiu o que os blogueiros de ambos os lados do debate sobre o aborto revelaram dias atrás: que ele adquiriu o web-domínio BirthOrNot.com cerca de 4 meses atrás – bem antes de Alisha ficar grávida.
“Nós escolhemos nossas palavras com muito cuidado”, disse Pete à CNN acerca das declarações públicas dizendo que o site era legítimo durante o entusiasmo da imprensa, que seguiu os boatos iniciais.
O casal Arnold, que vive em Minnesota, quis montar um website que pudesse envolver as pessoas em relação à questão do aborto, porque muitos pensam que é um tópico que não os afeta pessoalmente.
“Muitas pessoas elegem representantes baseados nesse assunto sozinhos, porém nada acontece, nada sai disso, nada muda”. Ele disse, contando à CNN, que o casal chamou a criança não nascida de “Baby Wiggles”, para levar as pessoas a refletirem.
“Minha intenção não é enganar as pessoas, mas ao mesmo tempo eu quero que as pessoas falem sobre isso. Essa parecia uma boa maneira de promover a discussão, porque as pessoas nem mesmo parecem querer falar sobre isso pra valer se não há nenhum nome nele, nenhum Baby Wiggles”, ele disse.
Antes de Pete ter admitido a farsa, a enfermeira e blogueira pró-vida Jill Stanek disse ter pensado que era esse o caso.
“Embora as postagens parecessem plausíveis quando eu as li atentamente, a idéia transparecia ‘golpe’ em tudo o que estava escrito. Então eu não dei crédito. Minha opinião era que o casal estava tentando atrair pró-vidas”, ela disse.
“A reação foi mais interessante. Os pró-escolha pensam que isso é um golpe contra eles. Agora, enquanto os pró-vida estão ficando enfurecidos e implorando ao casal para não abortar, os pró-escolha estão ficando irritados e querendo que o casal seja investigado”.
Stanek disse que as descrições detalhadas do desenvolvimento do bebê por nascer e as postagens do casal das fotos do ultra-som levaram-na a acreditar que o casal é pró-vida e está usando o website e a atenção para mostrar a absurdidade do aborto.
“Eu tenho que concordar que esse é um golpe pró-vida. Uma pró-escolha – exceto uma verdadeira louca – não entraria neste tipo de detalhe sobre as 16 semanas de desenvolvimento do bebê que ela pudesse abortar”, Stanek disse.
A blogueira Amanda Marcotte, que é pró-aborto, percebeu que os Arnolds adquiriram o nome do domínio para o website em Maio e, como pró-vida Stanek diz, “bem antes de Alisha ficar grávida, cuja estimativa era 04 de agosto, de acordo com meus cálculos”.
O casal Arnold disse ao Gawker website, o qual divulgou a história na semana passada, que eles compraram o domínio durante sua segunda gravidez – a qual terminou em aborto natural – e que manter o website é legítimo, pois eles planejavam colocar aquela gravidez em votação, apenas esperando até ficarem grávidos de novo.
“O casal disse que comprou seu domínio antes de perder seu segundo bebê, mas na realidade comprou-o no mês seguinte, quando não havia nenhuma gravidez. Em outras palavras, eles planejaram isto”, concluiu Stanek. “Isto corrobora que esse é um golpe publicitário de algum tipo. Eu não ficaria tão emocionalmente envolvida. Mas vou observar com interesse para ver como isso termina”.
Blogueiros pró-aborto confirmaram que Pete Arnold trabalhou com um programa de radio conservador e frequentemente colocava-se como conservador e defendia a perspectiva pró-vida.
No início desta semana, a KSTP-TV informou que Alisha Arnold foi demitida do seu emprego em Eagan, Minnesota – empresa de software baseada em TempWorks. A KSTP-TV obteve um memorando interno mostrando que o website e a atenção da imprensa foi considerada uma “grave ameaça” à reputação da companhia.

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[1] LifeNews. Husband Behind BirthOrNot Site Admits Abortion Vote a Hoax. Disponível em: <http://www.lifenews.com/2010/11/23/nat-6877/>. Tradução minha.


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