A Guerra Secular Contra o Sobrenatural (Parte I) – Participação na Vida de Deus

05/05/2010 Vida Espiritual Nenhum comentário
Por Dra. Alice von Hildebrand
Tradução livre de Fernanda Pudo de Lorimier
Revisão de Melissa Bergonso

“O sobrenatural é uma participação na vida de Deus. Não há uma única religião que possa competir com o Cristianismo; nenhuma outra religião nos permite tornar-se semelhante a Deus pela participação em Sua vida” (Alice von Hildebrand, 2006).

Participação na vida de Deus
O sobrenatural é o maior dom que Deus nos deu. Somos humildes, modestas criaturas. O macho humano foi feito do pó da terra, uma origem nada aristocrática; a fêmea humana foi um pouco melhor e foi retirada do corpo de uma pessoa humana (Este é um dos grandes triunfos das mulheres, uma das vantagens que elas têm sobre os homens!). O sobrenatural é uma participação na vida de Deus. Não há uma única religião que possa competir com o Cristianismo; nenhuma outra religião nos permite tornar-se semelhante a Deus pela participação em Sua vida.

O sobrenatural é algo que nunca poderia ter sido inventado pelo melhor inventor do mundo. O sobrenatural é uma nova canção, uma nova música que vem de cima, que nunca entrou na cabeça do homem. De alguma maneira você pode provar a divindade de Cristo, dizendo que nenhum ser humano jamais teria inventado um Deus que escolheu assumir a forma de um escravo, para sofrer e morrer, para reabrir-nos as portas do Céu; humanamente falando, é uma loucura.

Foi o sobrenatural que converteu Edith Stein, que foi aluna de Husserl com meu marido. Ela era uma ateia que um dia leu a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Ela começou às sete da noite e no dia seguinte, às sete horas da manhã ela disse: “Vou ser Católica Romana” – e ela tornou-se uma Santa Católica Romana (Santa Teresa Benedita da Cruz).


Cooperar com Cristo
Foi a descoberta do sobrenatural que chamou meu marido para Igreja, uma nova realidade, algo infinitamente mais bonito; o sobrenatural era infinitamente superior ao que ele tinha experimentado antes. Depois de sua conversão do ateísmo ao catolicismo, até sua morte, a sua missão especial foi a luta para mostrar a realidade do sobrenatural, que ele via como sendo corroída mais e mais. Uma erosão de modo sistemático que levou hoje a uma rebelião absoluta, quando os homens modernos dizem a Deus: “Nós não queremos isso, nós podemos fazer sem Ele, a natureza humana pode se aperfeiçoar por si só, não precisamos de nenhuma ajuda”.
A vida sobrenatural foi perdida pelo pecado e essa perda foi tão irreparável que só Deus poderia dá-la de volta para nós, era impossível, pelo esforço humano, reconquistar esta vida divina que havia sido dada a nós. E esta é, naturalmente, mais uma vez, a mensagem surpreendente do cristianismo, que Deus se tornou homem para ser humilhado, rejeitado, ridicularizado e morrer da forma mais agonizante para reabrir as portas do Paraíso.
Temos a possibilidade de viver de novo, de reconquistar a vida sobrenatural através da mensagem de Cristo, através da Igreja e dos sacramentos, mas Deus pede a nossa cooperação. Santo Agostinho disse: “Aquele que te fez sem você, não irá santificá-lo ou salvá-lo sem a sua ajuda. E Cristo nos diz muito explicitamente: Se você quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz e siga-me”.
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